João Torneiro (Galp): “O regresso do Armindo e o crescimento dos ralis voltou a fazer sentido para nós…”

Boas notícias para os ralis, mas há que ficar atentos às palavras "tem que fazer sentido"...

João Filipe Torneiro, é Diretor de Marketing & Desenvolvimento de Negócio da Galp, e foi ele o anfitrião do evento realizado em Palmela, em que a Galp celebrou os títulos de Campeões de Portugal de Ralis de Armindo Araújo e Luís Ramalho. Tendo em conta que a Galp é um dos principais parceiros da história da principal competição de estrada em Portugal, aproveitámos a oportunidade para perceber o que significa este regresso.

AS: Porquê este regresso à competição?
“A Galp associou a sua energia ao regresso à competição de um dos maiores nomes de sempre do automobilismo português. Sentimos desde o início que esta seria uma parceria vencedora e este título é um grande exemplo de como a capacidade de trabalho em equipa, a resiliência e a ambição tornam possível a melhor performance e os mais altos objetivos. Tem a ver com os valores, a forma de estar, a atitude, e também com o facto de já termos sido parceiros do Armindo no passado, e haver uma identidade. Quando o Armindo há um ano nos falou do seu projeto, entusiasmou-nos, e em boa hora aconteceu como o quinto título veio a provar.”

AS: Será este regresso da Galp uma mudança de paradigma, depois da Galp ter estado mais afastada do desporto motorizado?
“Tem que haver um propósito, tem que haver uma identificação com um projeto, com uma personalidade, com uma pessoa, neste caso com um piloto e também temos que ter consciência que estamos a descobrir novos territórios, a mobilidade está a mudar, hoje em dia há uma série de novas soluções e nós estamos atentos. Agora, qualquer projeto tem que ter uma forte identificação, um propósito associado às apostas que estamos a fazer.
Nós estamos a fazer muito desenvolvimento de negócio, a descobrir, no fim, o caminho onde estão os consumidores .Estes tornaram-se muito digitais, hoje em dia também há uma forma muito mais próxima de estar, e é isso que procuramos, territórios que nos deem forma de comunicar a nossa identidade, os nossos valores a nossa forma de estar no mercado. Portanto, sempre que houver um projeto que possa fazer esse sentido, será considerado…”

AS: Hoje em dia o futebol nacional é pouco recomendável…
“O projeto da Galp com o futebol, já há alguns anos, tem que ver com a Seleção. Nesse domínio é um território… a marca Galp é portuguesa, a seleção é nacional, somos parceiros já há alguns anos, portanto há uma explicação quase que óbvia. O futebol, no seu todo, já viveu melhores tempos.
Lá está, é um território onde não vemos muita identidade de valores e de qualquer coisa que achemos que possa ter que ver com aquilo que estamos a fazer.
É um bocadinho até ao contrário…”

AS: Já os ralis têm crescido duma forma interessante…
“Tem que ver com isso, também! De facto o desporto motorizado em Portugal tem a relevância que tem, nós somos uma empresa de energias, uma empresa de produtos para mobilidade, serviços, e portanto, essas duas coisas encontram-se e os ralis ultimamente têm crescido, e portanto o regresso do Armindo e o crescimento desta modalidade, voltou a fazer sentido para nós, voltou a despertar-nos um interesse que há partida é para sustentar…”

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