A recente polémica no jogo de futebol entre o Paris Saint Germain e o Instanbul Basaksehir fez levantar de novo a questão do racismo no desporto.

Nas redes sociais, Pedro Almeida – o conhecido “Barbaças” – fez um post sobre este tema e acabou por pedir a opinião de Hugo Basaúla sobre a questão.

Pedro Almeida, para mim pessoalmente, não me afeta. Sempre fui educado sem qualquer tipo de diferença. Mas a verdade é que é, e será sempre um problema. O racismo existe Sim!” afirmou o pluri-campeão nacional de Motocross e Supercross.

No meu caso, independentemente de saberem o meu nome e me conhecerem continuam a chamar preto na mesma. Uma coisa é ser chamado de preto por alguém que tem confiança (priva) contigo. O ridículo para mim (neste caso) diferenciarem pela côr quando no banco de suplentes está mais do que um ‘preto’. Quando o ‘preto’ em questão é o técnico adjunto… Será que não era possível dizer o ‘treinador adjunto’?” questiona Basaúla.

Existem outros casos em que eu próprio brinco e rio, mas neste caso em concreto, é ridiculo ter usado a cor… não era necessário para identificar ninguém. Acho que os atletas, músicos, artistas etc, que têm grande influência na cultura, devem usar as suas plataformas e redes sociais para criarem um impacto na sociedade. Sendo que isto é uma luta, que será longa mas acredito que nas gerações futuras melhore.”

A verdade é que, por muito que alguns queiram fazer disto uma “não-questão”, continua a existir racismo. A todos nós que estamos envolvidos no desporto, só depende de cada um continuar a mudar mentalidades.

(Foto: Luís Duarte/FMP)

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