Sabendo-se que existe uma data em aberto no calendário de 23 corridas que a Fórmula 1 apresentou para 2021, é lícito que Portugal tenha esperança de poder ocupar essa vaga, mas como já sabíamos, e que agora Ross Brawn voltou a confirmar, é que apesar de Portugal ser um candidato, será o dinheiro a fazer a diferença e nesse contexto dificilmente será o nosso país o escolhido.

Claro que o que foi feito em Portugal agradou, a pista permite boas corridas, a opinião geral entre os pilotos é muito positiva, e só mesmo Max Verstappen disse que “só queria ter mais aderência”, mas depois de um ano muito difícil em que a Fórmula 1 deverá ter um rombo a rondar os 400 milhões no fim do ano, é natural esperar-se que o dinheiro seja prioridade em 2021. E foi exatamente isso que Ross Brawn confirmou…

Talvez daqui a uns anos isso possa mudar, mas mesmo sabendo que até haver uma decisão, seremos sempre hipótese, a percentagem será sempre muito diminuta. Ross Brawn respondeu de forma politicamente correta a uma questão da Gazzeta de lo Sport, que naturalmente está curiosa por Imola: “Tivemos boas corridas em Imola, como em Portugal e na Turquia, e por isso está tudo aberto, vamos ver como se desenvolve. Obviamente, lamentamos ainda não podermos ir ao Vietname, mas vamos encontrar um candidato forte”, o jornalista insistiu: Quais serão os critérios que o orientarão? Estará ligado ao aspeto económico? “Sim, não há dúvida de que no próximo ano queremos regressar a uma situação normal e, portanto, há uma forte consideração comercial. Alguns países estarão em melhor posição do que outros, porque serão capazes de fazer melhores ofertas comerciais, e temos de ter isto em conta. Porque precisamos de regressar a um nível financeiro normal o mais rapidamente possível. Assim, o aspeto comercial terá mais peso do que este ano”, disse Brawn.
Para bom entendedor, meia palavra basta.