Portugal tem no seu historial mais recente triunfos de Alain Prost, Ayrton Senna e Michael Schumacher, por isso com certeza fica muito bem no palmarés da prova a 92ª vitória de Lewis Hamilton na Fórmula 1, o triunfo do recorde! O piloto inglês venceu e convenceu no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, mesmo depois de ter perdido a liderança, não aproveitando a pole-postion. Mas não demorou muito a Hamilton entrar no ritmo e a partir daí Bottas mais nada pode fazer. Bateu o recorde de vitórias de Michael Schumacher, e o sétimo título está a um par de corridas.
Numa pista como Portimão, a verdade é como azeite na água, e veio mesmo ao cimo: “Devo tudo a eles [Mercedes] aqui e na fábrica, apenas pelo seu tremendo trabalho”, começou por dizer Hamilton à Sky F1: “Eles estão continuamente a inovar e a elevar a fasquia todos os anos. Tem sido um privilégio trabalhar com eles, estou muito grato por todos os momentos. A fiabilidade tem sido absolutamente incrível, graças à Mercedes e à Petronas e a todos os nossos parceiros que estão continuamente a melhorar. Ninguém está de braços cruzados com estes sucessos, todos estão a empurrar, a empurrar e a empurrar e isso é a coisa mais incrível, poder estar rodeado de pessoas assim, porque te inspiram, e este tipo de cometimento, não há nada como isso. De resto, só podia ter sonhado em estar onde estou hoje. Não tinha uma bola de cristal quando escolhi vir para esta equipa, mas aqui estou e o que vos posso dizer é que estou a tentar tirar o máximo partido dela todos os dias.
Tudo o que fazemos juntos, estamos todos a remar na mesma direção e é realmente por isso que estão a ver o sucesso que estamos a ter.
Vai levar algum tempo para interiorizar tudo isto, não consigo encontrar mais palavras neste momento”, disse, antes de falar da corrida: “Foi duro, teve muito a ver com temperatura e isso foi o cenário que previ. Disseram que ia chover logo a seguir à corrida, mas tivemos algumas pingas no início. Tive uma boa partida, mas ao entrar na Curva 7 tive um enorme momento de sobreviragem e não sabia o que se seguia. Por isso fui cuidadoso, e provavelmente deveria ter tentado defender-me melhor face ao Valtteri, mas fiquei tipo ‘volto mais tarde’ e felizmente foi isso que fui capaz de fazer”.
Talvez porque os pilotos não estão habituados a lidar com circuitos tão intensos, a verdade é que uma cãibra quase roubava o recorde a Hamilton:
“Este é um desporto incrivelmente físico, e eu tinha uma cãibra na barriga da perna direita. Várias vezes esteve perto de ‘explodir’, tive que esticar a perna muitas vezes na reta principal, foi doloroso, mas tive do ultrapassar”, disse.