A FIA revelou não ter inspecionado as condutas de arrefecimento dos travões do Racing Point RP20, que foram protestadas formalmente pela Renault, no momento em que levou a cabo a investigação ao monolugar da equipa de Silverstone antes da corrida prevista originalmente para abertura da temporada, na Austrália.
Logo que surgiu em Barcelona, a semelhança com o Mercedes W10 do ano passado foi por demais evidente, sendo que diversas equipas, de imediato fizeram eco da sua preocupação. Algum tempo depois, a FIA visitou a fábrica da Racing Point, em Silverstone, onde a equipa terá explicado como chegou aquele design – através de fotografias – mas depois do GP da Estíria, a Renault protestou, entre outras coisas, também contra as condutas de arrefecimento de travões dianteiras e traseiras dos Racing Point, revelando que apesar das condutas não serem peças listadas em 2019, este ano são, e estão a ser utilizadas no RP20. Sendo verdade que a FIA aprovou o carro depois da visita à fábrica, Nikolas Tombazis, Delegado Técnico da FIA diz agora que não olhou especificamente para as condutas de travão que são agora o ponto principal do protesto da Renault.
Este facto admitido por Tombazis vem dar força ao protesto da Renault, pois ao contrário do que sucede com a aerodinâmica do carro, as condutas de arrefecimento dos travões não podem ser replicadas através de fotografias. Vamos ver como tudo isto termina, mas olhando para a forma como a FIA resolveu o caso do motor da Ferrari o ano passado, não é descurar um acordo.