Mais um triunfo “demasiado fácil” de Lewis Hamilton (Mercedes F1 W11), que assegura em Spa a sua 89ª vitória na Fórmula 1 ficando apenas a duas do recorde de 91 de Michael Schumacher. Nesta corrida, o inglês partiu bem e mais uma vez dominou a seu bel prazer, não dando a mais pequena hipótese ao seu colega de equipa, Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11), que a pouco e pouco foi perdendo tempo para Hamilton, ficando sempre a sensação que o inglês nem sequer dá tudo o que tem.
Mais um triunfo fácil demais, num período de grande domínio de Hamilton, que assegura para a Mercedes a sexta vitória em sete corridas.
Com este triunfo, passa agora a ter 47 pontos de avanço para Max Verstappen e 50 para Bottas. Seja como for, não caiu bem a ninguém ouvir o engenheiro de Bottas a dizer-lhe que não podia atacar Hamilton. É difícil para os adeptos ter que ‘engolir’ estas situações que não fazem nada bem à F1. Compreendem-se, mas as corridas não são assim…

Vontade não faltou a ValtteriBottas, mas faltou-lhe tudo o resto, até vontade da equipa do ajudar um pouco mais na luta com o seu colega. Quando o finlandês, via rádio, pediu permissão para atacar Hamilton, a equipa não pareceu muito interessada em ajudar o finlandês…
Bottas teve uma grande partida, por fora esteve perto de passar Hamilton, mas não conseguiu e a partir daí não voltou a ter oportunidades.

Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda) foi terceiro, e também ele nunca conseguiu aproximar-se, no caso de Bottas. Na fase inicial da corrida não andou longe mas depois o duo da Mercedes, geriu melhor os pneus e o holandês terminou longe. Tal como já sucedeu em Silverstone, Verstappen simplesmente nada podia fazer, limitando-se a mais um dia solitário no terceiro lugar, isto depois de quatro corridas em que fez melhor, incluindo, vencer…

Daniel Ricciardo (Renault R.S.20) repetiu o quarto lugar que alcançou no GP da Grã-Bretanha, depois duma corrida em que a Renault esteve uns furos acima do habitual. Os Renault andaram bem em Spa, mostrando que quando se conseguem qualificar mais à frente, são capazes de obter bons resultados. A Renault gozou um dos seus melhores dias em muito tempo.

Grande luta pelo quinto lugar com Esteban Ocon (Renault R.S.20) a passar Alexander Albon (Red Bull RB16/Honda) na última volta, com Lando Norris (McLaren MCL35/Renault) a terminar em sétimo. Uma boa prestação do inglês.
Albon optou por pneus médios na sua única paragem, quando todos os outros optaram pelos mais duros, por isso passou as últimas voltas da corrida sob forte pressão de Esteban Ocon e Lando Norris. Ainda assim ficou à frente do piloto da McLaren.

Pierre Gasly andou em oitavo nas primeiras voltas, sobressaindo uma fabulosa ultrapassagem em Eau Rouge a Sergio Perez. Curiosamente, ambos ficaram em pista aquando do Safety Car o que significa que tiveram de recuperar a partir de trás depois de pararem em verde mais tarde na corrida. Terminaram em oitavo e décimo.

Lance Stroll e Sergio Perez foram nono e décimo respetivamente. A dupla Racing Point nunca conseguiu afinar o monolugar tão bem quanto fizeram noutras ocasiões .Por outro lado, a equipa cometeu erros: Porque não chamaram Pérez às boxes imediatamente aquando do Safety Car?

Num curto filme da corrida, Hamilton foi rapidamente para a frente da corrida, seguido de Bottas, Verstappen e Ricciardo. Pierre Gasly e Charles Leclerc fizeram grandes arranques num dia em que Carlos Sainz (McLaren) teve problemas com o escape e nem arrancou para a corrida.
O Safety Car teve que entrar em pista devido ao acidente de Antonio Giovinazzi que levou consigo George Russell, com um pneus que saltou do Alfa Romeo a eliminar o Williams.
Hamilton mantinha a liderança na frente de Bottas e Verstappen, mas Leclerc já começava a perder o que ganhou no início da corrida.
A meio da corrida, Hamilton tinha uma vantagem confortável e começava a gerir os seus pneus. O finlandês tinha Verstappen por perto.
Na frente, nada mudou até final. Mais atrás é que houve boa ação especialmente na luta pelo quinto posto.

A Ferrari foi o que se esperava e teve um fim de semana desastroso. Na fase inicial da corrida Charles Leclerc ainda deu um ar da sua graça, ganhando várias posições mas com o andar da corrida, os homens da Scuderia começaram a andar para trás, terminando nuns inglórios 13º (Vettel) e 14º (Leclerc), incluindo a vergonha de serem batidos pela equipa cliente, a Alfa Romeo, com Kimi Raikkonen a ser 12º, depois de ultrapassar Vettel nas derradeiras voltas. Pior, era difícil.
Recorde-se ainda que a Ferrari tinha ganho os dois anteriores Grandes Prémios em Spa-Francorchamps.

Mais informação assim que possível.