Maximilian Gunther (BMW iFE.20) venceu em ‘casa’ a corrida de hoje da Fórmula E, batendo Robin Frijns (Virgin Racing) com Jean-Eric Vergne (DS Techeetah) a liderar durante boa arte da corrida mas a não conseguir aguentar os seus adversários na fase final caindo para terceiro.
Quem fez uma boa recuperação de nono para quarto foi António Félix da Costa (DS Techeetah) que com este resultado ganha vantagem ao principal perseguidor no campeonato, ficando por isso ainda mais perto do título de Fórmula E. ficam a faltar três corridas, uma amanhã e outras durante durante a próxima semana.


Nas contas do campeonato, que é o que verdadeiramente interessa, o piloto português soma agora 137 pontos) e tem 68 de de avanço para Max Guenther, que é o novo segundo classificado na competição saltando de nono, para segundo, com Lucas di Grassi a somar agora 61.
Stoffel Vandoorne (Mercedes-Benz), Mitch Evans (Jaguar), Sam Bird (Envision virgin Racing), que eram ontem os principais concorrentes do campeonato, todos ficaram atrás de Félix da Costa.
Nas equipas a DS Techeetah tem agora 188 pontos, a BMW i Andretti Motorsport, 118 e Nissan e.Dams, 96.
Para quem partia de nono foi uma excelente operação: Subiu de nono para quarto, manteve a mesma distância de 68 pontos de avanço face ao segundo e falta menos uma corrida. Ninguém deita foguetes antes da festa, mas arranjam-se para aí 23 pontos em três corridas?

Jean Eric Vergne, partiu da pole e foi para a frente da corrida que liderou quase toda. Faltou o quase, pois nas derradeiras voltas foi passado por Maximilian Guenther e pouco depois por Robin Frijns, com o holandês quase a obrigar o alemão a photo finish em cima da linha de meta.
Guenther conservou mais um por cento de bateria no seu BMW e isso foi decisivo para atacar o francês perto do fim.
Mais atrás, António Félix da Costa, foi sempre muito cauteloso, mas a pouco e pouco foi passando adversários, chegando ao quarto lugar. Perto do final da corrida ainda esteve perto de suplantar Vergne mas este abriu os cotovelos, e Félix da Costa manteve a posição que lhe chega, quase de sobra.
O portuguÊs esteve envolvido numa batalha de cinco carros pela sexta posição, e nessa confusão um dos pilotos mais acima no campeonato, Stoffel Vandoorne perdeu as poucas esperanças que já tinha ao ter que abandonar com um furo.
Atrás de Félix da Costa terminaram o Porsche de Andre Lotterer, o Nissan de Oliver Rowland e o Mahindra de Jerome D’Ambrosio. Lucas di Grassi (Audi) e Mitch Evans (Jaguar) foram oitavo e nono na frente de Alexander Sims (BMW), que completou o top 10 na frente de Sebastien Buemi (Nissan).
Amanhã, realiza-se mais uma corrida. Se Félix da Costa a terminar com 61 pontos de avanço sobre o segundo classificado, é automaticamente campeão.
cada corrida vale no máximo 30 pontos. 25 pela vitória, três pela Julius Baer pole position, um ponto para quem for o mais rápido na primeira fase da quallificação (antes da Super Pole) e finalmente, para quem fizer a volta mais rápida da corrida, caso esteja classificado no top 10.
Nunca a calculadora de António Félix da Costa teve contas tão simples para fazer…