No meio do caos atual que é a Ferrari, já se fala da possível substituição de Mattia Binotto. Seja como for, duvidamos que os atuais problemas da Ferrari se resolvam só com a sua substituição. Podem é ser o início…

Pelos vistos, continua a máquina de ‘triturar’ Chefes de Equipa. Depois de Jean Todt, que esteve na Scuderia entre 1993 e 2007, a Ferrari passou a trocar de ‘chefe bem mais rapidamente: ainda assim, Stefano Domenicali esteve na equipa entre 2008 e 2014, Marco Mattiacci só durou um ano, 2014, Maurizio Arrivabene (2015–2018) e finalmente Mattia Binotto (2019), provavelmente não passa de 2020, pois já se fala do seu sucessor.
Tendo com conta tudo o que está a suceder da equipa, é tal qual como no futebol: a equipa não produz, muda-se o treinador.

Segundo relatou o Corriere della Sera: “houve um longo briefing em Maranello esta semana para descobrir o que está a ser feito com o carro para a Hungria”, acredita-se que mais peças aerodinâmicas novas serão acrescentadas ao carro no próximo fim-de-semana, mas os chefes de Binotto, John Elkann e Louis Camilleri, estão, a confirmar-se a informação, preparados para tomar “medidas drásticas” se a Ferrari não fizer progressos. E já há um plano para um sucessor: Antonello Coletta”, afirma o mesmo jornal.

Coletta dirige atualmente o departamento de actividades desportivas da Ferrari, incluindo o programa ‘F1 Clienti’ e as corridas GT. A insuspeita La Gazzetta dello Sport escreve algo que é inabalável: “Quando os ingredientes são bons, deve ser o chefe de cozinha não sabe cozinhar”.

O problema é que, e isso sabemos, os dois dos principais ingredientes, Vettel e Leclerc, são muito melhores do que dizem os números atuais. Mas do valor do carro, da sua aerodinâmica e ainda menos do ‘atual’ motor, já não confiamos tanto…