Fórmula 1: Halo ajudou a salvar Charles Leclerc

É feio, mas cumpre bem a sua função, e nada mais importa para lá disso...

A FIA já tem os dados finais do inquérito ao acidente em que se viu envolvido Charles Leclerc na partida do GP da Bélgica de F1 realizado em agosto último, e de acordo com o que foi divulgado pelo Motorsport.com, a FIA concluiu que o pneu do McLaren de Fernando Alonso não bateria no capacete de Charles Leclerc, mas este pode ter sido poupado a ferimentos graves, ou pior, já que uma peça pertencente à asa dianteira do monolugar do espanhol, bateria no capacete, se não tem sido travada pelo Halo.

A peça que muitos continuam a preferir referir pelo facto de ser inestética – e é mesmo – provou ser útil, funcionando exatamente como é esperado.

Na sequência de meses de análise das imagens vídeos captadas pelas câmaras de alta velocidade da FIA, estas sugerem que o Halo teve um papel importante em deixar o piloto mais longe de se magoar.

O relatório feito pelo FIA Global Institute, revela que o Halo absorveu bastante bem o impacto do McLaren. O sistema de proteção do cockpit manteve-se intacto apesar de um impacto de 58 kiloNewton, qualquer coisa como 5.914.35 kg, sendo que a Sauber conseguiu retirar a peça sem dificuldades do monolugar.

Caso o carro não tivesse Halo, o pneu não bateria na cabeça do piloto, mas se fosse na direção do fazer, estaria lá o Halo. Já a peça foi desviada por este.

Segundo o Diretor de Segurança da FIA, Adam Baker: “Pelo vídeo que vimos, acreditamos que a roda não bateria no capacete de Leclerc, mas também pensamos que uma peça da asa do carro teria batido visor do capacete. No entanto é difícil prever a severidade do impacto”

Fica por dizer que o impacto no Halo por parte do McLaren de Alonso foi de 58kN, que são apenas 46% do valor imposto pela FIA para o Halo suportar, que são 125kN. Sem o Halo, e com a roda a bater no capacete, a velocidade de impacto seria potencialmente fatal para o piloto.

Para além disso, a energia de uma roda ao impactar no capacete de um piloto depende de muita coisa, mas se isso sucedesse com a massa total do carro (roda e respetiva suspensão presas ao carro, portanto o impacto era feito com o peso de conjunto do carro) isso significaria, à velocidade em que os dois carros embateram (30 Km/h de diferença, medidos pela FIA), aproximadamente 30kJ, o que com a diferença de velocidade (30 Km/h) corresponderiam a 840 kg.

Esta energia teria consequências muito graves no piloto se acertasse em cheio, sendo que o Halo não conseguiria absorver toda essa energia sem deformação significativa, e talvez, partisse. Tal como já referimos, a investigação da Sauber confirmou que a estrutura do Halo, e as suas ligações ao chassis não foram danificadas devido ao impacto da roda.

Portanto, isto significa que seria necessário um acidente bem mais grave para que o Halo cedesse e pudesse com isso comprometer o piloto. Neste caso, mesmo que o impacto fosse mais ‘certeiro’, Leclerc nada teria sofrido.

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