Depois de tudo o que se passou com a Ferrari o ano passado, e já aconteceu também noutras alturas, a FIA está a colocar um foco muito grande no ‘fecho’ das áreas cinzentas que as equipas de F1 podem estar a preparar-se para explorar neste arranque de campeonato.
Os diversos truques feitos nas unidades motrizes dos Fórmula 1, vão ser agora ainda mais complicados, pois a FIA está a trabalhar para não deixar ‘buracos’ nos seus regulamentos. Casos como o que sucedeu com a Ferrari o ano passado, vão ser mais difíceis de acontecer.

E essa atenção vai direta para duas áreas específicas: queima de óleo e sensores de potência ERS. Os regulamentos deste ano já previam regras mais rigorosas, com a FIA a impedir as equipas de utilizarem óleo como combustível, obrigando-as a um limite de consumo de óleo de 0,3 litros por 100 quilómetros de funcionamento. Agora, a FIA pretende fazer controlos rigorosos sobre a forma como o óleo é medido e vai selar os sistemas antes de os carros rumarem à pista. Outro foco de atenção será na utilização de produtos químicos petrolíferos que possa ser utilizados como aditivos de combustível.

No que à recuperação de energia se refere, a FIA está a mudar a forma como verifica a distribuição da energia elétrica recuperada pelo ERS, ao colocar um sensor mais ‘robusto’ nos carros. Como se sabe, as equipas andam sempre à procura de formas de “dar a volta ao texto” e na maioria dos casos esticam os limites a seu favor, numa ‘guerra’ interminável entre a FIA e as equipas. É uma espécie de jogo do “Gato e do Rato”.