Portugal pode vir a ter, 24 anos depois um Grande Prémio de Fórmula 1. A pista, de 4.6 km já teve testes de Fórmula 1 em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, com a Ferrari, McLaren, Renault, Williams, Toyota e Toro Rosso a marcar presença. O único piloto da atual grelha de Fórmula 1, que já rodou com um F1 em Portimão é Lewis Hamilton. Mas há outros pilotos do atual plantel que já ali correram: Sergio Perez (GP2), Daniel Ricciardo (Renault 3.5/F3 inglesa), Valtteri Bottas (F3 inglesa). Alex Albon, Charles Leclerc, Antonio Giovinazzi, George Russell e Lance Stroll correram ali na F3 em 2015. O último Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 realizou-se no Estoril em 1996.
Mas há outras perguntas que vai querer ver respondidas…

Está a Fórmula 1 garantida em Portugal? Não.
Está a Fórmula 1 bem encaminhada para regressar a Portugal?
Sim, há muitos dados que apontam para isso.
Há uma maior preferência da generalidade das equipas por Portugal?
Sim, há dados que o confirmam.
É verdade que são três países, Alemanha, Itália e Portugal para um lugar?
Não. Como as coisas estão a FOM não tem garantias que consiga realizar corridas nos EUA, México e Brasil, por exemplo. Portanto, os ‘buracos’ podem abrir-se ainda mais e no limite até todos podem ter lugar. Caso se mantenha só um lugar em aberto, aí sim, é entre os três…
Portugal foi hipótese para abrir a época europeia?
Foi. Simplesmente o tempo passou e naturalmente os promotores com contrato com a FOM têm prioridade.
Se houver Fórmula 1 em Portugal será sem público ou com público?
As duas hipóteses estão em aberto, pois estamos a falar de datas em setembro/outubro.
A pista de Mugello está bem posicionada?
A Ferrari, claro, quer, mas a maioria das equipas, com Mercedes e Red Bull à cabeça entendem que em Mugello a Ferrari partiria com grande vantagem técnica. É só somar 2+2…
Portugal pode receber duas corridas?
Não, caso se concretize, será apenas uma. Ainda que neste momento nada seja absolutamente certo.
Quais são as vantagens de Portugal face às restantes?
Quase todas. Em teoria, a meteorologia é muito mais segura, que Mugello, Imola ou Hockenheim em setembro/outubro, o que pode permitir encaixar a corrida num lapso de tempo maior. Instalações do melhor que há, uma pista absolutamente desafiante e nova para toda a gente (o que não sucede com Mugello, por exemplo), inúmeros hotéis, caso seja necessário correr sem público, a pista é bem isolada, o que não sucede com Hockenheim, Imola ou Mugello. Outro sinal, a estrondosa votação no Twitter. Portugal teve 49.2%, os restantes três circuitos somados, totalizaram 50.8%.
Maioria absoluta para Portugal.
Seja como for, há muita coisa a acontecer, a evolução ou desaceleração da pandemia pode mudar tudo, ou muito, pelo que os dados estão lançados, mas agora resta esperar por quem decide…