A Fórmula 1 anunciou esta manhã que todas as 10 equipas rubricaram o novo Acordo da Concórdia, documento que estabelece os termos em que as equipas competirão em F1 até 2025. Trata-se duma espécie de contrato entre a FIA, as equipas de Fórmula 1 e o Formula One Group, o Promotor, que dita os termos pelos quais as equipas competem e como se dividem as receitas televisivas e de patrocínios, e todo o restante dinheiro dos prémios. Até hoje existiram sete Acordos da Concórdia, cujos termos foram sempre mantidos em segredo no seu detalhe, que não em termos gerais: o primeiro surgiu em 1981, seguindo-se outros em 1987, 1992, 1997, 1998, 2009 e o atual acordo que se iniciou em 2013.
Até hoje, só o Acordo da Concórdia de 1997 foi tornado público, um documento de mais de 120 páginas, que foi publicado no final de 2005 pela RaceFax. VER AQUI.

O propósito dos acordos é de encorajar o profissionalismo e aumentar o sucesso comercial da Fórmula 1. Inicialmente, o fator mais importante para o conseguir foi a obrigação das equipas em participar em todas as corridas, tornando assim o desporto mais fiável para as TV que foram investindo cada vez mais fortemente na aquisição de direitos de transmissão televisiva. Em troca, foi garantida às equipas uma percentagem das receitas comerciais do desporto. É assim até hoje.

Voltando ao novo acordo, Ferrari, Williams e McLaren anunciaram que tinham rubricado o documento na terça-feira à tarde, com a F1 a confirmar que as sete equipas restantes também já tinham acordado os novos termos, na manhã de hoje, quarta-feira.
Em comunicado, a Fórmula 1 disse que: “O acordo garantirá o futuro sustentável a longo prazo para a Fórmula 1, o que combinado com o novo regulamento, anunciado em outubro de 2019, e que entrará em vigor em 2022, reduzirá as disparidades financeiras, e em pista, entre as equipas, ajudando a nivelar a competição, criando corridas mais equilibradas em pista, que é o que os nossos adeptos querem ver.
“Com corridas mais equilibradas, atrairemos mais adeptos para o nosso desporto, beneficiando cada equipa, e continuaremos a aumentar o crescimento global da Fórmula 1”.

Chase Carey, Presidente e CEO da F1, disse que “o novo acordo criará um ambiente financeiramente mais justo, e colmatará as lacunas entre as equipas. Este ano tem sido um ano sem precedentes para o mundo e estamos orgulhosos pelo facto da Fórmula 1 se ter reunido nos últimos meses para regressar às corridas de forma segura. Dissemos no início do ano que, devido à natureza fluída da pandemia, o Acordo da Concórdia levaria mais tempo a alcançar, mas estamos satisfeitos pelo facto de, em agosto, termos conseguido obter o acordo das dez equipas relativo aos planos para o futuro a longo prazo do nosso desporto. Todos os nossos adeptos querem ver corridas mais equilibradas, ação roda a roda e cada equipa ter a oportunidade de subir ao pódio.
“O novo Acordo da Concórdia, juntamente com os regulamentos para 2022, criará as bases para tornar isto uma realidade e criar um ambiente que seja financeiramente mais justo e feche as lacunas entre as equipas nas pistas”, concluiu Carey.

Jean Todt, Presidente da FIA, acrescentou: “A conclusão do novo Acordo da Concórdia entre a FIA, a Fórmula 1 e as dez equipas atuais assegura um futuro estável para o Mundial de Fórmula 1. Ao longo dos seus setenta anos de história, a Fórmula 1 desenvolveu-se a um ritmo notável, elevando os limites da segurança, tecnologia e competição para os níveis absolutos, e hoje confirma que está prestes a começar um novo e excitante capítulo dessa história. Durante os desafios globais, sem precedentes, que atualmente se colocam a todos, em todo o mundo, estou orgulhoso pela forma como todos os intervenientes da Fórmula 1 trabalharam em conjunto nos últimos meses em prol dos melhores interesses do desporto e dos adeptos, para acordar o caminho para uma competição mais sustentável, justa e emocionante no pináculo do desporto motorizado”.