Os três atuais construtores do WRC vão manter-se em 2022, quando entrarem em vigor as novas regras da disciplina, ou seja, os novos carros híbridos. Não existem ainda confirmações oficiais, mas fontes ligadas ao processo asseguram que apesar das recentes divergências, entre a M-Sport/Ford, Hyundai e Toyota, todos aceitaram continuar para lá de 2021…

Esta será a maior mudança nos ralis desde que se transitou dos Grupos B de 1986 para os Grupos A de 1987 pois pela primeira vez na história da competição os carros não se basearão apenas em motores de combustão interna para mover o carro, mas sim também à energia elétrica. Será a era híbrida dos ralis. Motores mais ecológicos, em linha com o que fazem hoje em dia os Construtores de automóveis.

O sistema híbrido será fornecido pela empresa alemã Compact Dynamics, que fornecerá o e-motor, a eletrónica e o sistema de propulsão.
A bateria, que quando completamente carregada fornecerá cerca de 100 kw (aproximadamente 130cv), será fornecida pela Kreisel Electrics. Um extra de 130 cv, que elevaria a potência dos Rally 1 a cerca de 500 cv parece interessante, especialmente se puder ser utilizado nos troços. Em primeiro lugar, a energia da bateria será utilizada em super-especiais (é o que está previsto para já), mas a sua utilização em troços ‘normais’ é algo que a FIA está a estudar.

Em resumo, a parte híbrida dos ralis é muito mais do que apenas rodar silenciosamente mais depressa. Tem tudo a ver com o alinhamento do WRC com o desporto e a sociedade. Na estrada, os híbridos são a tendência já ninguém duvida que na evolução da sociedade os carros híbridos e elétricos terão um grande lugar.