A ameaça pairou após os testes de Barcelona, desapareceu quando a F1 não pode arrancar em Melbourne, a meio de março, mas à segunda corrida do ano, a Renault decidiu apresentar um protesto formal relativo à legalidade do Racing Point RP20/Mercedes, que como se sabe é chamado de “Mercedes cor-de-rosa”, já que é muito semelhante aos Flechas de Prata do ano passado.
Muita gente já disse que o carro é uma cópia do Mercedes W10, a Racing Point tem-se defendido dizendo que há muito que pretendiam seguir a filosofia aerodinâmica da Mercedes, mas que nunca tiveram dinheiro para o conseguir fazer, mas hoje, depois de Sergio Perez e Lance Stroll terminarem em sexto e sétimo lugar respetivamente no Grande Prémio da Estíria, depois duma enorme recuperação do 17º e 13º lugar, a equipa francesa decidiu apresentar um protesto formal, de modo a tentar obter explicações quanto à legalidade do Racing Point RP20.

O protesto diz respeito a quatro artigos do Regulamento Desportivo, o mais ‘sensível’ o Apêndice 6, que diz respeito às peças listadas como não podendo ser cedidas de equipa para equipa. O parágrafo 1, artigo 2 (a) diz: “Um concorrente deve, em relação às peças utilizadas nos seus carros, na Fórmula 1, utilizar apenas peças listadas por si concebidas”. O artigo 2 (c) acrescenta: “No caso de outsourcing do design, esse fornecedor não pode ser um concorrente ou um fornecedor que direta ou indiretamente desenhe ou construa peças para outro qualquer concorrente”.

Como se percebe, a Renault sugere que o Racing Point RP20 utiliza um design que apresenta elementos que não foram concebidos por si, e portanto não está conforme o regulamento. Num comunicado, a Renault diz: “Confirmamos que a equipa Renault DP World F1 apresentou um pedido aos Comissários Desportivos para ter esclarecimentos sobre a legalidade do Racing Point RP20. Não temos mais comentários sobre este assunto até que os Comissários desportivos cheguem a uma decisão”. Como se percebe, os Comissários Desportivos têm que analisar o caso. Até aqui já tinham existido ‘queixas’, mas não formais. Agora existe um protesto formal.