Não são nada de estranhar estes ‘avisos à navegação’ através da imprensa. Aliás, são a forma perfeita de fazer ‘passar mensagens’ quando se quer acentuar a pressão. Em declarações à publicação holandesa Fórmula 1, Jos Verstappen diz ‘alto e bom som’ que a Red Bull vai ter que se preocupar se não conseguir dar um “carro competitivo” a Max Verstappen para 2021.

Logicamente que a Red Bull também quer isso, confiou na Honda, mas até agora a Mercedes tem estado sempre um passo à frente, se não dois ou três, mas nem sequer era preciso Jos Verstappen dizê-lo. Ao fazer isso, está a reforçar a mensagem e a pressionar a Red Bull.

“O Max quer um motor competitivo e essa é também a nossa premissa. Sem um motor com o qual possamos ganhar o campeonato, o projeto não é interessante para nós”, disse Marko à Auto Motor und Sport. “

Mas Jos Verstappen foi mais longe, pois quanto ao facto de Helmut Marko dizer que o campeonato do mundo é até mesmo uma possibilidade em 2020, a resposta é forte: “O Helmut pode dizer o que quiser, mas não vejo acontecer e estou desapontado com isso. O que posso dizer? Somos demasiado lentos. Queremos ser campeões, mas isso não vai acontecer este ano. Ou pelo menos não com o carro como está agora. Não temos qualquer hipótese. Temos de aceitar isso. Surpreende-me que a diferença para a Mercedes seja tão grande. Na Mercedes eles ganham por causa das pessoas que compõem a equipa. Portanto, a Red Bull deveria organizar melhor a equipa, descobrir onde estão os problemas e trabalhar sobre eles. Em última análise, são os tempos de volta que contam, e se olharmos para eles, estamos aquém”, disse Jos Verstappen à publicação holandesa Formula 1, terminando de forma muito clara: “Esperamos e vemos o que acontece. Se o Max tiver um carro competitivo no próximo ano, eles não têm de se preocupar com nada”, concluiu Verstappen pai. Helmut Marko já percebeu a mensagem, mas o que tem para dizer é só isto: “A Honda vai construir um novo motor para 2021. Isso deverá compensar algumas das deficiências em relação à Mercedes”.