O Circuito de Mugello parece ganhar força para ter uma vaga no calendário 2020 da F1. De Portimão, já se sabe que as hipóteses de ter corrida são muito fortes, pelo que resta aguardar pelas decisões. Contudo, o AutoSport sabe que até podem ‘caber’ as duas no calendário…

A votação na conta do Twitter da F1 foi clara. Portimão é uma das pistas preferidas dos fãs para receber a F1. Basta passar cinco minutos a ver os comentários dos fãs estrangeiros para entender que a pista portuguesa agrada e muito. Mas… ainda está tudo muito incerto.

Segundo a Sky Sports F1, Mugello é uma forte candidata para receber a F1. A extensão da “ronda europeia” parece inevitável, com os recentes cancelamentos, a obrigarem a F1 a encontrar soluções: “Parece que teremos uma extensão da temporada europeia”, disse Craig Slater no The F1 Show, da Sky Sports. “Várias pistas foram mencionadas. Dessas, entendo que Mugello é provavelmente a candidata mais séria e a mais provável das que querem fazer parte da temporada europeia”, opinou o comentador da Sky F1.

Segundo a Sky, Imola, Hockenheim e Portimão são pistas de reserva: “São opções de backup para a Fórmula 1, se a próxima parte da temporada for mais difícil de preencher”, acrescentou Slater.

Qual o ponto de situação?

É verdade que Mugello interessa e muito à Ferrari, pois poderia “jogar em casa” por duas vezes [contando com Monza], com a vantagem que em Mugello a experiência da Scuderia é muito superior às das restantes equipas… cujo conhecimento da pista será nulo ou perto disso. É por isso que Red Bull e Mercedes poderão estar pouco inclinadas em aceitar de bom grado uma visita a Mugello.

Significa isto que Portimão corre risco? Não! É preciso salientar que a situação é muito volátil nesta fase e que tudo pode mudar de um momento para o outro. O que se sabe é que Portimão é uma hipótese cada vez mais forte. Agrada aos fãs (olhando à última votação), agrada à maioria das equipas e à F1. Mas se Mugello ficar no calendário não implica que Portimão perca a vaga.

A F1 tem bem encaminhadas, para provas fora da Europa, Abu Dhabi, Bahrein, China e Rússia. A partir daqui as contas complicam-se. O GP dos EUA é um desejo forte da FOM e até poderá acontecer, mas depende das diretrizes governamentais que poderão complicar a entrada de estrangeiros. México também é possibilidade, mas dependerá da evolução da pandemia e não é certo que o regresso ao Autódromo Hermanos Rodriguez seja viável. O Brasil, além de uma situação periclitanteao nível da saúde pública, tem outros problemas. O contrato com Interlagos está a chegar ao fim e a renovação não é garantida (a nova pista – ainda não construída- no Rio de Janeiro complica as contas). Assim estas três rondas estão muito longe de serem opções fortes.

Por isso, mesmo que Mugello consiga o lugar, a posição de Portimão não fica enfraquecida. A F1 poderá apostar na ronda portuguesa para mais tarde (setembro ou outubro), numa altura em que a meteorologia no centro da Europa se agrava enquanto que em Portimão o sol é presença ainda frequente por essa altura. É por isso que o AIA é uma solução tão apelativa: Além da qualidade das infraestruturas, tem a seu favor uma meteorologia que permitirá à F1 arriscar numa data mais tardia e ter a flexibilidade suficiente para encaixar o traçado luso no seu calendário.

Mais uma vez reforçamos que tudo pode mudar de repente e pistas que mostrem dinheiro à F1 podem entrar nesta equação. A única certeza que temos é que até ao início de julho tudo irá ficar definido. Para já as perspetivas são boas… vamos torcer para que assim se mantenha.