Bruno Magalhães e Carlos Magalhães (Hyundai i 20 R5) venceram o Rali do Alto Tâmega depois duma bela luta com Armindo Araújo e Luís Ramalho (Skoda Fabia R5 Evo) pelo triunfo. Os homens da Hyundai entraram melhor no rali, mas a dupla da The Racing Factory reagiu na segunda especial e passou para a frente do rali por 2.3s. No dia decisivo, Bruno Magalhães esteve imparável, recuperou a liderança logo a abrir o segundo dia de prova, na quarta especial voltou a alargar a margem, colocando-a em 2.8s e no quinto troço, Armindo Araújo perdeu 8.8s devido a um furo perto do final do troço, e com isso quase todas as hipóteses de vencer o rali.

Com este resultado, Bruno Magalhães é também o novo líder do campeonato isto quando ainda faltam três provas para o final da competição. Tudo em aberto, portanto, numa luta que se reduza a dois. não em termos matemáticos, pois ainda ficam a faltar 105 pontos para distribuir, mas realisticamente, José Pedro Fontes e Inês Ponte (Citroën C3 R5) e Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5 Evo) ficam agora com hipóteses mínimas de chegar ao título, pois precisavam imperativamente de vencer e ficaram longe do conseguir.

Lideravam no final do primeiro dia, mas Armindo Araújo e Luís Ramalho (Skoda Fabia R5 evo) não conseguiram vencer porque no início do segundo dia, um carro com uma afinação desadequada levou a dupla a perder algum tempo. Mais tarde, um furo, na quinta especial, afastou-os definitivamente da luta pelo triunfo. Não venceram, caíram para segundo no campeonato, mas com três provas ainda por disputar está tudo completamente em aberto.

Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5 Evo) ainda conseguiram chegar ao terceiro lugar da classificação geral – e venceram a PowerStage – depois de aproveitar problemas na PE5, da dupla da Citroën Vodafone Team, que só neste troço perdeu 28.4s, cedendo dessa forma o lugar no pódio. com estes resultados, Teodósio e Fontes ficam quase a 50 pontos da liderança, pelo que em teoria acabou a luta pelo título para ambos. Os ralis são, por vezes uma caixinha de surpresas, mas a lei das probabilidades está muito contra os dois…

Ricardo Teodósio, no final do primeiro dia, já tinha o rali ‘perdido’. No troço de abertura, foi de imediato o pior dos quatro candidatos, e o que lhe aconteceu no seguinte, ‘acabou-lhe’ com o rali. Numa zona estreita, apanhou um cão na estrada, desconcentrou-se e a partir daí foi sempre a cair, terminando o troço a 25.8s. Não sabemos a exata diferença que o cão fez, mas sabemos que, olhando para trás, o algarvio está a fazer uma época bem diferente da do ano passado, e logo quando tem um carro que em teoria é bem mais eficaz. Até aqui em nenhuma prova esteve, sequer em linha para vencer uma prova. Este sim, sempre a correr atrás do prejuízo. Faltam três ralis, em termos de campeonato, despediu-se agora, que não, como já referimos, em termos matemáticos.

A prova de José Pedro Fontes e Inês Ponte terminou com o quarto lugar final, mas a dupla do Citroën C3 R5 começou a perder este rali logo na qualificação, quando alargaram uma trajetória, o carro foi à berma, e saíram de estrada. Felizmente o carro não ficou muito danificado, mas a ordem na estrada significou a estrada bem mais suja, mas apesar de terem entrado no rali com toda a garra, ao cabo de dois troços já estavam a 11.8s dos líderes e numa rali tão curto, recuperar tantos segundos é complicado e a prova que tudo tentaram, deram tudo o que tinham foi o pião na penúltima especial, onde perderam quase três dezenas de segundos e o terceiro lugar para Ricardo Teodósio. Eram, quanto a nós, os principais favoritos ao triunfo nesta prova, pelo tipo de estrada, sendo que os quatro troços tinham muitas zonas de ‘pista’ e o facto de ter passado pela velocidade poderia ajudar Fontes a um bom resultado aqui. Para além disso, se há um tipo de piso em que Fontes é mais forte, é no asfalto. Mas a realidade foi diferente, e como já dissemos, tudo começou na qualificação. Tal como Teodósio, a matemática é um ciência exata, a diferença pontual é menor do que os pontos em jogo, mas quase 50 pontos para recuperar em três provas é obra.

Pedro Meireles e Mário Castro (Volkswagen Polo GTI R5) foram quintos classificados, repetindo a posição já alcançada na Madeira. Em condições normais, andam perto do top 4, mas é preciso que tudo lhes corra na perfeição para andarem mais à frente e nesta prova o melhor que fizeram foi um terceiro lugar num troço. Tendo em conta a luta à sua frente, fizeram o esperado. A cada dois troços perderam 22s para a frente do rali, e só na fase final a diferença foi um pouco menor. Contudo, há aqui um dado importante já que Meireles fez um pião no primeiro troço do segundo dia, em que só aí perdeu 13 segundos, pelo que isto prova que seu ritmo com o Polo está a melhorar.

Miguel Correia e António Costa (Skoda Fabia R5) está cada vez mais perto do top 5 em termos de andamento, numa luta pessoal que o jovem piloto tem vindo a travar. Tem ralis melhores, outros piores, neste travou uma interessante luta com João Barros. Chegaram ao fim do primeiro dia separados por 3.2s, favoráveis ao piloto do Citroën C3 R5, passados dois troços a margem aumentou para 8.5s, mas no troço seguinte, o mais extenso da prova, passaram Barros, que não terminou o rali devido a um duplo furo. A dupla do C3 R5 fez uma boa prova, está cada vez melhor adaptada ao seu novo carro, mas o facto de fazer só alguns ralis nota-se no ritmo, especialmente quando as especiais são mais longas, pois requerem mais consistência. Nunca fizeram melhor que sexto num troço.

Pedro Antunes e Pedro Alves (Peugeot 208 Rally4) foram sétimos da geral e venceram a Peugeot Rally Cup Ibérica, mas disso falaremos noutro lado mais em pormenor.

Na Peugeot Rally Cup Ibérica, Pedro Antunes/Pedro Alves venceram na frente de Oscar Palomo/Jose Pintor e Sergi Francoli/Maria Salvo, duplas espanholas que completaram o pódio.

Vítor Pascoal (Porsche 911 GT3), nos GT, Nuno Carreira (Subaru Impreza), nos Clássicos, e Fernando Peres (Mitsubishi Lancer Evo IX), no Campeonato Norte, foram outros dos vencedores das restantes provas englobadas neste Rali do Alto Tâmega.

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