Várias instituições de ensino superior, questionadas pelo Jornal Público, referem que casos semelhantes ao do Ministro Miguel Relvas são raros ou inexistentes, sendo que, nos casos que tiveram lugar, existia um limite de créditos a atribuir pelo reconhecimento do currículo do aluno.

Na Universidade do Porto, por exemplo, o máximo que se pode descontar dos 180 créditos necessários para obter a licenciatura são 60 créditos. Segundo o assessor de comunicação, o número de casos registados foi mínimo.

Já na Universidade Técnica de Lisboa, o reitor António Cruz Serra garantiu ao diário que "ninguém aqui alguma fez uma licenciatura de três anos num ano”.

Na universidade Autónoma, que está integrada no ensino privado, não chegaram a dez os pedidos dos últimos seis anos. Também aqui o máximo de créditos atribuídos são 60.

Enquanto na Universidade Lusíada não se acede a este tipo de pedidos, na Portucalense os alunos são sempre obrigados a fazer 25% do curso.

Miguel Relvas foi um dos alunos que viu reconhecido o seu percurso profissional. No caso do ministro, isto permitiu-lhe concluir a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona em apenas um ano.

Um caso que Narana Coissoró, histórico dirigente do CDS e professor no curso que Relvas tirou, caracterizou, em entrevista à TSF, como sendo "absolutamente excecional".