Quase meia centena de institutos públicos foram alvo de auditoria pela Inspeção-Geral das Finanças, tendo sido encontradas várias irregularidades, avança esta manhã o Jornal de Negócios.

A Conta Geral do Estado de 2011 revela que 25 gestores de 13 entidades não sofreram qualquer redução salarial.

De recordar que no segundo semestre de 2010 foi decidido um corte salarial de 5% para os gestores públicos e o congelamento de prémios. No ano seguinte, o governo decidiu fazer cortes entre os 3,5% e 10 % nos salário dos funcionários públicos que recebessem mensalmente mais de 1500 euros brutos.

Além destes dados, a Inspeção-Geral de Finanças detetou ainda que em duas instituições houve uma “atribuição generalizada de prémios de desempenho”.

A Inspeção-Geral de Finanças descobriu também que foram atribuídos carros de forma permanente a alguns funcionários. Tendo estes veículos sido usados durante o fim-de-semana e feriados (com portagens e combustíveis pagos pelo estado) sem motivo aparente.

O Jornal de Negócios refere ainda que no que concerne os ajustes diretos, a Inspeção-Geral de Finanças refere que em 87% dos casos foi apenas consultado um único fornecedor, invalidando a busca por preços mais concorrenciais. Por outro lado, houve adjudicações que poderiam ter sido feitas internamente, sem recurso a contratação externa.

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