Em Guimarães, para uma conferência sobre "Sacerdotes e a Cultura. A Igreja na Capital Europeia da Cultura", Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ainda que "não é desejável" mais austeridade, embora admita que é "sempre possível".

Segundo o professor, "um dos erros políticos é fazerem declarações que estão a desmentir no dia seguinte" porque "as pessoas deixam de acreditar nos políticos".

Assim, "o melhor é estarem calados e não prometerem nada".

Isto porque "numa coisa tão fluída como é a situação económica portuguesa se deve evitar juras para a eternidade mesmo que essa eternidade seja um mês, dois ou três".

Questionado sobre a reforma do Mapa Judiciário que está a ser projetada pelo ministério de Paula Teixeira da Cruz, Marcelo Rebelo de Sousa, também professor de direito, considerou-a "necessária", mas "tardia".

"Já devia ter sido há mais tempo", apontou, explanando ainda que "tem que ser bem explicada".

Além de que "veio em má altura", pois "as reformas fazem-se quando há dinheiro, não em tempo de crise, porque é juntar crise à crise".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "os portugueses já têm tantos problemas que acham que são mais problemas".