O estudo “Value of Waves and Ocean Culture (VoW) – Quanto vale uma Onda” foi hoje apresentado, no auditório da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, e contou com a presença de investigadores, ambientalistas, autarcas e até de um secretário de Estado “surfista”, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O objetivo do VoW é promover a preservação das ondas como recurso natural nacional, que deve ser explorado de forma sustentável, contribuindo para o reconhecimento do valor das zonas de surf junto dos decisores locais, organizações não-governamentais, investidores e o público em geral.

“Queremos perceber quanto vale uma onda para um surfista, mas também para um economista ou um empresário local”, resumiu Guido Marreto, professor assistente da Universidade.

Para determinar o valor económico, ambiental e social do surf em Portugal, e apoiar a proteção dos valores como as “ondas”, uma equipa de voluntários está a realizar inquéritos nas praias portuguesas.

O resultado do trabalho desenvolvido junto da população de zonas como a Costa da Caparica, Nazaré ou Figueira da Foz deverá ser conhecido no Dia Nacional do Mar, a 16 de novembro.

O projeto começou a desenhar-se no ano passado, quando o surfista João de Macedo e o canadiano Len Matterman propuseram à UNL a colaboração para realizar um estudo que medisse o valor das ondas portuguesas.

Coordenado pela UNL, o projeto conta com a participação do ex-ministro das Finanças, o professor Jorge Braga de Macedo, a equipa da Associação Nacional de Defesa e Desenvolvimento do Surf, SOS - Salvem o Surf, a Experimenta Design, a Associação Empresarial para a Inovação, a Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar e a Câmara Municipal de Peniche.

Hoje, na apresentação do estudo estiveram o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Luis Brites Pereira, que faz “surf há cinco anos”, e o secretário de Estado do Mar, Manuel Abreu, que tem “quatro filhos em casa que já foram surfistas".

A equipa de investigadores já fez um roteiro das empresas que trabalham no mar, desde a área da alimentação, ao turismo e lazer, equipamentos navais ou energia.

Neste momento, é já possível dizer que as empresas associadas ao mar faturam cerca de dois milhões de euros, e mais de metade do que vendem é exportado.