Segundo o documento, relativo ao movimento nas autoestradas no quarto trimestre de 2011 e divulgado este mês, as quatro concessões perderam, no total, 13.990 viaturas em cada dia do mês de dezembro.

A Via do Infante (A22) movimentou diariamente, em dezembro de 2011, 6.528 viaturas, correspondente a uma quebra, face a 2010, de 48,4 por cento.

Aquela antiga SCUT do Algarve contabilizou menos 6.111 viaturas por dia, face ao mesmo mês de dezembro de 2010 (12.639). Em dezembro, mas de 2009, a Via do Infante registava um Tráfego Médio Diário (TMD) de 13.523 viaturas.

No entanto, a quebra naquela concessão já se vinha a agravar ao longo do ano, nomeadamente com descidas homólogas em outubro (menos 12,5 por cento) e novembro (menos 16,5 por cento).

Cenário semelhante verificou-se na A23, da concessão da Beira Interior, que também em dezembro passou a ser portajada, refletindo neste caso, no último mês de 2011, uma quebra de 30,9 por cento. Após a introdução de portagens, aquela via passou de um TMD de 11.489 para 7.942 viaturas (menos 3.547).

Contudo, indica o mesmo relatório do INIR, a quebra já se tinha acentuado anteriormente, com menos 10,9 por cento do tráfego em outubro (face ao mesmo mês de 2010) e em novembro, com menos 14,3 por cento.

No caso da A24, da concessão Interior Norte, o mês de dezembro representou uma quebra no movimento diário de 29,6 por cento, com um total de apenas 4.641 viaturas.

Ou seja, menos 1.952 viaturas percorreram aquela autoestrada após a introdução de portagens. Contudo, em outubro (menos 12,2 por cento) e em novembro (menos 15 por cento) também já se tinham registado quebras.

Na A25 (Beira Litoral/Beira Alta), o último mês de 2011 contabilizou um TMD de 10.861 face às 13.241 viaturas de 2010. Ou seja, uma quebra homóloga de 18 por cento.

Apesar de perder 2.380 viaturas por dia em dezembro, a descida no movimento registou-se ainda em outubro (menos 8 por cento) e em novembro (menos 13,1 por cento).