Fonte dos Mossos d’Esquadra, a polícia autonómica da Catalunha, explicou hoje à agência Lusa que os investigadores “descartam a hipótese de uma morte violenta, de origem criminosa” ou que se tenha tratado de um caso de ‘balconing’, prática de jovens que se atiram das janelas e varandas dos hotéis para as piscinas.

“A investigação continua aberta e a decorrer, mas descarta-se a morte violenta ou criminal ou que tenha sido um caso de balconing”, sublinhou a fonte policial.

“Não se sabe se terá sido acidental ou suicídio”, afirmou a mesma fonte, explicando que o jovem caiu da janela do quinto andar de um empreendimento hoteleiro em Lloret del Mar cerca das 20:15 locais (19:15 em Lisboa).

A fonte policial explicou que vários dos colegas do jovem, aluno do 12º ano da Escola Secundária de Castro Verde, foram ouvidos pela polícia, devendo a autópsia ao corpo completar-se nas próximas 24 horas.

“É um processo que será determinado agora pelo juiz de instrução do caso e pelo médico forense”, explicou a fonte, notando que só depois de concluído esse processo se procederá à trasladação do corpo para Portugal.

Um funcionário do complexo de apartamentos onde o grupo de 20 alunos da mesma escola estavam hospedados já tinha, no domingo, descartado, em declarações à Lusa, que se tratasse de um caso de ‘balconing’.

"Não foi nada disso. Ouvi vários dos seus colegas e as informações que aqui estavam a ser dadas às autoridades. Foi outra situação. Aliás, o quarto dá para uma rua estreita, não para qualquer piscina", comentou.

O mesmo funcionário declarou que o caso deixou os colegas do jovem "muito transtornados".

"Eles estavam em estado de choque. Como estavam também muitos dos outros jovens que aqui estão hospedados", explicou, lamentando a morte do jovem português.

O jovem viajou sexta-feira para Lloret del Mar acompanhado de 20 colegas, segundo adiantou à Lusa o diretor da Escola Secundária de Castro Verde, Augusto Candeias.

O docente referiu que o jovem estudante do 12.º ano partiu na sexta-feira ao final do dia para a viagem de finalistas do ensino secundário, que teve como destino aquela localidade espanhola, para onde anualmente se deslocam milhares de estudantes portugueses e onde há cerca de dois anos ocorreu a morte de um outro jovem de 17 anos, também devido a uma queda de uma varanda.

Augusto Candeias adiantou que a escola não esteve envolvida na organização da viagem e que os alunos não foram acompanhados por professores.

"Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir que os alunos têm o máximo apoio possível", referiu o diretor da Secundária de Castro Verde.

O funcionário do empreendimento turístico explicou ainda à Lusa que os colegas da vítima foram já transferidos para outra unidade de quatro estrelas do mesmo grupo hoteleiro e que se prevê que regressem a Portugal ainda hoje.

O caso está a ser acompanhado pelas autoridades consulares portuguesas na região da Catalunha.