T-shirts Efeito D

Se colocar a palavra empreendedor num motor de busca decerto encontrará inúmeros textos com a catalogação do que é ser um bom empreendedor, de que massa é feito e do que precisa para vencer no mundo dos negócios. Uma das características é ser ingénuo ao ponto de acreditar que pode mudar o mundo.  Será que pode?

A história que vai ler a seguir é um exemplo que caminha nesse sentido; afinal, um bom empreendedor tem de marcar pela diferença. É o que acontece com o Efeito D. Este projeto de design nasce pela iniciativa da agência de Publicidade BBDO, nomeadamente de Pedro Bidarra. O Efeito D concebe objetos com design diferentes, mas mesmo assim muito belos, úteis e valiosos. São peças modificadas geneticamente, tal como os meninos portadores de trissomia 21 (mongolismo), pois também eles nasceram diferentes e nem por isso são menos valiosos, menos belos, menos úteis.

Este negócio de empreendedorismo social já tem à venda relógios, chávenas, clips, móveis, entre outros objetos, em várias lojas, como a Paris 7. Mas também se podem comprar diretamente na Associação. Contudo, para conseguir produzi-los a APPT21 cotou-se na Bolsa de Valores Sociais, onde ainda tem ações à venda. Precisaram de cerca de 97.388 euros para produzir as peças e  já conseguirem metade do valor, mas ainda têm 49. 329 títulos para vender. Sabia que investir em boas ações dá sempre retorno? Então basta comprar cinco euros para ver disparar o seu índice de boa vontade. Vá ao site da Bolsa de Valores Sociais e escolha Efeito D. Só precisa de comprar cinco euros. Seja diferente e faça algo diferente hoje.

 

Uma associação criada pelo amor de um pai por uma filha


Só para conhecer a história. A Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21) foi criada pelo amor de um pai por uma filha. Miguel Palha, médico, sentiu o que é ter um filho diferente, a Teresa. E ela acabou por servir de inspiração para este projeto. Hoje com 25 anos, Teresa Palha é a presidente da Associação e diz peremptória: “Aqui sou feliz e os outros meninos também.” A sua foto está bem exposta no cimo das escadas. Colorida, esta Associação passa bem a mensagem através da ilustração. Um dos quadros diz o seguinte: "para alguns tenho trissomia 21, para outros mongolismo ou síndrome de down mas para os meus amigos sou apenas a Teresa P."

Madalena (nome fictício) acompanhava o filho numa das consultas e dizia orgulhosa que ele já sabia ler e escrever e que notava uma melhoria todos os dias. Miguel (nome fictício) preenche corretamente e rapidamente a ficha de trabalhos sempre com um sorriso nos lábios. “Ele adora aqui vir”, confirma a mãe. Atualmente mais de 14 mil famílias são ajudadas na árdua tarefa de criar um filho diferente. “E como esta associação nunca gostou da política de mão estendida, de viver de jantares e de angariação de fundos, resolvemos entrar num campo que não é nosso mas que pode ser uma saída para a nossa causa”, explica Susana Martins, terapeuta educacional e de reabilitação da APPT21.

Assim, ao cotar-se na BVS a APPT21 pretende, além de dar uma maior visibilidade ao seu projeto, conseguir autonomia financeira para criar uma fonte de rendimento constante capaz de financiar o Centro de Desenvolvimento Infantil “Diferenças”, especialmente vocacionado para tratar crianças com trissomia 21 mas também outras com problemas de desenvolvimento. Neste momento, esperam conseguir realizar parcerias com empresas de retalho e industriais para distribuição em grande volume das suas peças.

Susana Martins conta que, por exemplo, o colar de espelho é feito pelas prisioneiras de Tires, “uma peça lindissima toda montada manualmente e desta forma estamos ainda a ajudar outras pessoas”. Destaca também as chavénas por serem peças acessíveis financeiramente e com um design muito elegante, e o famoso relógio que indica as horas através das refeições. Pode ainda comprar serigrafias por 8 euros. A última novidade é a parceria com o Deustche Bank, onde Bernado Meyrelles será CEO pro bono, tentando ajudar esta associação a firmar algumas parcerias.