Um telefonema anónimo para o subdestacamento da GNR de Sintra esta tarde lançou o alerta de ameaça de bomba no tribunal. Ainda não foi possível apurar se existe efetivamente um engenho explosivo. No local encontra-se uma equipa de minas e armadilhas.

Susana Furtado, advogada, encontrava-se no tribunal no momento em que foi dado o alerta. "Eu já tinha saído, porque já tinha sido lida a sentença, e estava no café quando começaram todos a sair do edifício, incluindo funcionários. Não me recordo de ver os magistrados mas penso que tenham saído por outra porta".

"Brinquei com o senhor do café, dizendo que ia pagar porque me cheirava a ameaça de bomba, e mal vim para a rua o guarda que está permanentemente no tribunal disse que tinhamos de sair já do local", disse.

"Cá fora, duas carrinhas celulares com presos não chegaram a aproximar-se do edifício. Quando a GNR chegou foi o caos porque eram mais de 50 carros a sair ao mesmo tempo", explicou.

Susana Furtado reparou ainda num carro preto com três ocupantes. "Ainda pensei que fosse de uma juíza", afirmou, mas minutos depois "percebemos que era um carro da polícia à paisana que já andava por ali".

Contactada pelo SAPO Notícias, fonte da GNR disse que não podia adiantar mais pormenores enquanto a situação não estiver resolvida.