Na investigação realizada nos últimos três meses por uma equipa de investigação especializada no furto de metais não preciosos da Divisão de Investigação Criminal (DIC) foram detidos, nas zonas de Lisboa e de Castelo Branco, dois grupos.

De acordo com a PSP, “os suspeitos trabalhavam como subempreiteiros para uma empresa de obras públicas e aproveitavam-se do facto de possuírem informação privilegiada dos locais onde se encontravam os cabos de chumbo/cobre no solo, que não estavam em uso, para os furtar, cortando-os durante as intervenções lícitas e deixando-os nos locais de obra”.

“Posteriormente regressavam aos locais onde tinham deixado os cabos cortados, abriam as condutas subterrâneas” e “utilizando coletes refletores com a indicação da empresa para quem trabalhavam, dando aparência de trabalhos regulares” roubavam os cabos, explicou fonte da PSP. Para não serem incomodados os ladrões assinalavam o local como estando em obras.

Após engatarem o cabo à retaguarda de uma viatura ligeira de mercadorias de caixa aberta, os indivíduos puxavam os cabos para o exterior. Depois deslocavam-se a duas empresas de reciclagem de sucatas e desperdícios metálicos, instaladas nos concelhos de Sintra e Cascais, onde vendiam os resíduos.

A mesma fonte salienta que numa das obras foram furtados 200 metros de cabo de chumbo/cobre da rede de comunicações de uma Unidade Militar, cuja reposição tem o valor aproximado de 7600 euros, deixando “inoperacionais os circuitos de reserva ao circuito de fibra ótica e colocando em risco as comunicações e transmissões militares, bem como os equipamentos da unidade”.

No âmbito da investigação, foram realizadas buscas não domiciliárias nos distritos de Lisboa e Castelo Branco, em colaboração com o Departamento de Investigação e Ação penal (DIAP) de Lisboa e com o apoio da Comissão do Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, do Ministério do Ambiente e de um técnico de telecomunicações da PT.

Destas operações policiais resultou a apreensão de 25,988 toneladas de cabos de chumbo/cobre, viaturas ligeiras de mercadorias de caixa aberta, 10 coletes refletores, seis sinais de trânsito, um machado, uma guilhotina e várias ferramentas para a prática dos roubos. Neste caso foram constituídos 12 arguidos por furto e dois por recetação.