A declaração de Christian Wulff foi feita às 10h00 de Lisboa, no Palácio de Bellevue, em Berlim.

A demissão surge depois do pedido de suspensão de imunidade do presidente da Alemanha por parte da Procuradoria-geral de Hannover, na quinta-feira, uma vez que o político alemão é suspeito de práticas de corrupção.

O caso levou o presidente às primeiras páginas dos jornais ao longo dos últimos meses. Alegadamente, Christian Wullf terá feito negócios ilegais com amigos empresários, dos quais obteve benefícios.

Christian Wulff rejeitou sempre as acusações de prevaricação, corrupção e envolvimento em negócios ilícitos. Os casos terão ocorrido quando Wulff era chefe do governo regional da Baixa Saxónia, entre 2003 e 2010.

A coligação CDU/CSU/FDP deverá reunir-se este fim de semana com todos os partidos políticos para encontrar um candidato que possa ser votado no Parlamento como substituto de Wulff. Até lá, Horst Seehofer (CSU), presidente do Bundesrat (Conselho Federal), assume o cargo, de acordo com o presidente demissionário.

Merkel lamenta decisão

A chanceler alemã disse, numa declaração de curtos minutos, "lamentar  profundamente" a demissão e comentou que Wulff e a mulher representaram a Alemanha "com dignidade".

Angela Merkel cancelou hoje a viagem que tinha agendada para esta sexta-feira a Roma, onde ia ser recebida pelo presidente do conselho italiano Mario Monti. Segundo o serviço de imprensa do governo alemão, citado pelo AFP, a viagem foi adiada para a próxima semana.

O líder conservador Christian Wulff, de 52 anos, foi eleito em junho de 2010, pela União Democrata-Cristã (CDU), com o apoio e esforço da chanceler alemã.

Notícia atualizada às 12h17