O protesto, que às 17:30 já juntava dezenas de pessoas no passeio em frente do Palácio de Belém, culminou com uma tentativa frustrada por parte dos manifestantes de entregar ao chefe de Estado as moedas recolhidas num pano preto.
"A esmola fica à porta", gritaram os manifestantes, depois de terem sido impedidos de entrar no Palácio de Belém.

A ação, explicaram os promotores – os blogues Arrastão e Jugular, além de Paulo Querido, a nível individual – pretendia ser uma ‘Flash Mob’ (mobilização espontânea): “É uma iniciativa que tem a ver com as palavras do Presidente da República acerca das suas reformas e da sua pretensa insolvência e incapacidade de se sustentar ou de pagar as suas contas”, disse Pedro Vieira, do blogue Arrastão, à Agência Lusa.

Cavaco Silva disse na sexta-feira no Porto que aquilo que vai receber como reformas “quase de certeza que não chega para pagar” as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.

O Presidente da República esclareceu hoje à Agência Lusa que, com as declarações que proferiu sobre as suas pensões, apenas quis ilustrar que acompanha a situação dos portugueses que atravessam dificuldades, não tendo sido seu propósito eximir-se dos sacrifícios.

“Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão”, refere o chefe de Estado numa declaração escrita à Agência Lusa, em resposta às questões colocadas sobre as declarações que proferiu na sexta-feira acerca das suas pensões.