O especialista em transportes do jornal "The Independent", Simon Calder, contou à BBC que visitou o site da agência Costa Cruises dois dias após o naufrágio para saber como se iria proceder à devolução do dinheiro das pessoas que já tinham comprado bilhetes antes da catástrofe.

Em vez de um plano de devolução, o jornalista foi surpreendido por uma promoção que mostrava as maravilhas de uma viagem no Costa Concórdia... em abril.

Num esforço de verificar se aquela promoção ainda estava de pé, Simon comprou a passagem e, para seu espanto, foi-lhe vendida.

"Eles venderam-me a passagem, pegaram no meu dinheiro, enviaram uma confirmação com o mapa do percurso e, inclusive, o número da cabine do barco em que ia ficar", acrescentou.

"É incrível que uma companhia possa fazer isso, tendo em conta que o barco está totalmente danificado", concluiu o jornalista.