Ana Rita Ramos
Empreendedora e storyteller. Jornalista de formação, é defensora de um olhar positivo sobre a vida que tanto tem caído em desuso nos últimos tempos. Criou a HAVE A NICE DAY, editora especializada em sustentabilidade, cidadania, empreendedorismo social, saúde e bem-estar, storytelling e memória empresarial. A sua missão como produtora de conteúdos e organizadora de eventos é dar voz a pessoas e projectos que travam uma luta sistemática contra a indiferença e, no seu dia-a-dia, dão o exemplo. O seu lema de vida? A verdadeira magia da existência é sermos úteis a uma pessoa que seja.
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A lâmpada que se mantém acesa desde 1901
Hoje, a realidade é esta: estamos aptos a produzir mais e melhor, o mundo tem uma capacidade científica e tecnológica nunca antes vista e dispomos de mais recursos do que em qualquer outra época da história. Mas isso faz de nós pessoas mais felizes? Não sei.por Ana Rita Ramos -
As árvores da minha vida
Não dá para acreditar na quantidade de beleza extraordinária e quase despropositada com que a natureza nos brinda através das suas árvores mais diversas. Olhar para elas é sentir que merecemos alguma coisa de belo. Ao longo da vida aprendi a amá-las quase como se fossem pessoas. Umas com aspecto poépor Ana Rita Ramos -
Será que aprendemos alguma coisa neste Natal em pandemia?
Para grande parte das pessoas, o Natal pertence à família. Confeccionamos receitas antigas, juntamo-nos à volta de uma mesa farta, conversamos, trocamos presentes, enquanto vemos pela janela o Inverno áspero a despontar lá fora. Este é o lado mágico. O outro lado, mais realista, é o de que os valorepor Ana Rita Ramos -
Quanto custa, ou quanto vale, a biodiversidade?
Desculpem a entrada a pés juntos, mas as notícias são péssimas.por Ana Rita Ramos -
Civismo para conter a pandemia. E não só
Vivemos momentos muito duros, de enorme pressão sobre o imediato e a necessidade de responder à emergência sanitária, económica e social. É muita coisa ao mesmo tempo. Por isso, ouvimos até à náusea o apelo ao dever cívico exemplar dos portugueses, porque isso ajudará a conter a pandemia.por Ana Rita Ramos -
Denunciar o invisível (e o descartável)
Os oceanos estão afogados em biliões de partículas de plástico, ameaça quase invisível que escapa à percepção e preocupação humanas.por Ana Rita Ramos -
Denunciar o invisível (e o descartável)
Os oceanos estão afogados em biliões de partículas de plástico, ameaça quase invisível que escapa à percepção e preocupação humanas.por Ana Rita Ramos -
A crise das nossas vidas pode ser uma oportunidade perdida?
Sempre que ligo a televisão, parece que estou diante de um pelotão de fuzilamento: as notícias da crise vêm em rajada. Não levam à morte, mas os seus efeitos incandescentes permanecem como uma ferida fresca. Internados, infectados, mortos. Dor e mais dor, a tristeza que vicia sobretudo os já deprimipor Ana Rita Ramos -
É mesmo possível criar um produto ecológico?
Lamento dizê-lo, mas não existem produtos ecológicos. Todos os produtos necessitam de materiais, usam energia e produzem resíduos. Nenhum tem impacto zero. O que nos ensinam os especialistas que trabalham seriamente estes temas é que a sustentabilidade de um produto tem de ser avaliada ao longo de tpor Ana Rita Ramos -
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O que o marketing sustentável está a fazer de errado?
Nota prévia deste artigo: não sou marketeer e nunca trabalhei nessa área. Escrevo este texto como consumidora. Uma consumidora preocupada com os temas da sustentabilidade.por Ana Rita Ramos -
O dever da memória
Sem memória não existimos. Sem responsabilidade cultural não merecíamos existir. Construir e preservar a nossa memória colectiva tem tudo a ver com a sustentabilidade do mundo em que vivemos.por Ana Rita Ramos -
Todos devemos ser activistas
Na equação da vida não podemos baixar os braços nem virar costas a uma causa, seja ela qual for. Em algum momento precisamos de ser activistas, lutar contra a infra-estrutura da impunidade, da desigualdade e da injustiça. Mesmo nas vidas mais sossegadas, deveremos ser chamados a escolher as nossas bpor Ana Rita Ramos -
Nós somos pobres ou ricos?
Melhorei muito, mas até há alguns anos a minha especialidade culinária resumia-se a tortelinis com tomate. Não que fosse uma receita especial, longe disso. Na verdade, a massa era daquelas em que o fabricante contribuía com a mistura embalada dos ingredientes e eu com boa vontade, amor e uma ou duaspor Ana Rita Ramos -
Lar, doce escritório - ou a responsabilidade ambiental que está ao nosso alcance
Os automóveis apitavam, desesperados pelo regresso a casa. A cena repetia-se todos os dias, para desespero de quem não podia fugir ao percurso pendular casa-trabalho em hora de ponta. Antes da pandemia da Covid-19, antes de o mundo ter descoberto à força as maravilhas do teletrabalho, mais de metadepor Ana Rita Ramos -
Posso falar das minhas opções alimentares sem me acusarem de fundamentalismo?
Eu deixei de comer carne há mais de duas décadas, primeiro por motivações de saúde, depois por razões ambientais. Mas, na altura, quando o via no prato, com um ovo a cavalo, ainda não sabia bem que o bife de vaca tinha uma pegada ecológica comparável à de um veículo motorizado.por Ana Rita Ramos -
Em busca da simplicidade voluntária
De forma intencional, tenho procurado viver com menos, aprender a consumir, centrar-me no essencial, respeitar a terra, ter menos coisas. No fundo, adoptar um estilo de vida mais controlado, “exteriormente mais simples e interiormente mais rico”, como escreveu o escritor americano Duane Elgin no seupor Ana Rita Ramos -
A cidade esgota
A vida nas cidades é cada vez mais intoxicante. A água, o ar e os alimentos estão contaminados pelos estragos silenciosos causados por todos nós. Dá vontade de largar tudo e mudar-nos de vez para o campo. Mas a verdade é que quase ninguém pode adoptar esta saída bucólica para se livrar dos males dapor Ana Rita Ramos -
Desenvolvimento sustentável? Um conceito-armadilha que já não nos serve
A questão que devemos colocar é a seguinte: será que o Ocidente poderia ser feliz com menos? Esta pergunta não é inocente, já que muitos problemas da ecologia estão relacionados com o consumo. Como podemos mudar o nosso imaginário de felicidade? Como separá-lo do consumismo? Momentos de crise como opor Ana Rita Ramos