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Um grupo de respeitáveis pais de família vimaranenses decidiu este domingo juntar-se à claque organizada da equipa do Vitória de Guimarães – que milita na primeira divisão do campeonato de futebol e jogava na altura com o F. C. Porto – para demonstrar o seu pouco apreço por um membro da equipa adversária, Moussa Marega, atirando-lhe com cadeiras prontamente arrancadas do seu sossego de plástico e imitando, com assinalável perfeição darwinista, o grito dos macacos. O jovem, um negro oriundo do Mali, tomou-se de fúrias e abandonou o jogo, ganhando um inesperado protagonismo que com certeza não procurava e estragando o final da tarde às figuras gradas da Nação, Presidente da República e primeiro-ministro incluídos. Paralelamente, os portugueses emaranharam-se no debate sobre as razões da ocorrência deste colorido episódio, tentando discernir sobre o que está por trás dele e avaliando até que ponto tudo isto pode ser sintoma de enfermidade social ou, ao contrário, não passar daquilo a que alguns chamam ‘paixão pelo futebol’ e que aparentemente desculpabiliza todos os dislates, dos mais indefensáveis aos ainda mais indefensáveis.
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