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Um rombo de cerca de 900 milhões de euros nas receitas no final deste ano. É este o impacto negativo que a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal projeta para o conjunto do setor hoteleiro em Portugal no presente ano em função do impacto do coronavírus (Covid-19) na atividade económica em geral, e turística em particular. E a realidade poderá ser ainda mais nefasta, uma vez que esta projeção, divulgada ontem pelos responsáveis da AHP, prevê uma quebra de receitas na casa dos 50% no período entre março e junho – um total de quatro meses, mais ou menos o que foi necessário para atenuar o impacto do vírus onde ele surgiu pela primeira vez, na China – mas assenta também numa recuperação de julho em diante, até ao final de 2020. Se a propagação do vírus for para lá de julho, com menos tempo para a retoma, as perdas serão mais pesadas. Uma coisa é certa: 2020 vai interromper um ciclo de dez anos consecutivos com o turismo e a hotelaria nacionais a subir, em dormidas e em receitas. E mesmo com o coronavírus a alastrar do outro lado do mundo, os primeiros dois meses do setor em Portugal “foram muito bons, com as receitas a crescer bem face a 2019”, como assegurou ontem Raul Martins, presidente da AHP.
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