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Nationalgeographic
O porão do cargueiro Clotilda transformou-se num cárcere infernal para 110 cativos africanos. Dois morreram durante a travessia de seis semanas do Atlântico. Outros ansiaram pela libertação proporcionada pela morte. O mau cheiro era suficiente para matar, disse, anos mais tarde, um sobrevivente chamado Redoshi numa entrevista. Arte: Thom Tenery Fonte: James Delgado, Search, Inc. No passado mês de Maio, 400 anos depois de africanos acorrentados terem pisado pela primeira vez o solo da colónia inglesa de Virgínia, uma equipa de arqueólogos subaquáticos anunciou a descoberta, perto de Mobile, no Alabama (EUA), dos destroços carbonizados do Clotilda , o último navio negreiro conhecido a alcançar as costas dos EUA. Em 1860, 52 anos depois de os Estados Unidos da América proibirem a importação de escravos, um latifundiário abastado fretou a escuna e contratou o comandante para contrabandear mais de cem cativos para o Alabama, um crime então punível com a forca. Concluída a abominável missão, o navio foi incendiado para destruir as provas.
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