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Economico
A acção política dos poderes públicos no Brasil, sobretudo desde a eleição de Bolsonaro há um ano, contra as disciplinas das humanidades tem que ser entendida como um ataque. É importante declará-lo, com esta referência explícita ao Brasil, para deixar claras quais as linhas mestras por que é perpetrado, mau grado outras dimensões que lhe conferem contexto. Num primeiro plano, regista-se uma asfixia financeira dirigida às actividades relacionadas com a criação e transmissão do conhecimento, com os cortes orçamentais, ou os “contingenciamentos” (que mais não são do que a versão com pré-aviso dos primeiros). Obviamente, a contenção orçamental poderia ser determinada pela necessidade, mas passa a ser uma escolha política quando os cordões da bolsa são fechados para certos domínios em detrimento de outros. O que em si mesmo não é um problema, pelo contrário, é o exercício regular de uma vontade política, mas desde que seja uma escolha politicamente escrutinável, como deve ser sempre em democracia. Mas esta é apenas a superfície do problema. Uma segunda asfixia financeira tem sido dirigida às humanidades, e mais em particular à Filosofia e à Sociologia.
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