Quase menos 50% de ultrapassagens na Fórmula 1 em 2017

Com a mudança de carros, mais rápidos, mais largos e com mais apoio aerodinâmico, a Fórmula 1 teve menos ultrapassagens em 2017

Foram lançados hoje os dados da Pirelli sobre o número de ultrapassagens e pode observar-se um decréscimo de quase 50% no número de manobras feitas este ano, em comparação com o ano passado.

Se em 2016 vimos 866 ultrapassagens (o maior número desde os anos 80), este ano o número caiu para 435, o número mais baixo desde 2009. O GP com mais ultrapassagens foi do de Baku, com 42, ao contrario da corrida de Sochi, onde apenas uma manobra foi apontada.

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Daniel Ricciardo ficou com o maior número de ultrapassagens este ano, juntando mais 43 à sua vasta coleção de manobras ofensivas. A Red Bull tem na sua equipa os dois melhores pilotos neste aspeto, uma vez que Verstappen foi o homem que mais ultrapassou nos últimos dois anos e no ano passado estabeleceu um recorde com 78 manobras. Este ano Max apenas fez 22, menos que Lance Stroll que conseguiu o maior número de ultrapassagens na primeira volta (36).

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O maior apoio aerodinâmico implicou uma diminuição dos tempos por volta e as pole-positions ficaram 2.5 segundos abaixo de 2016 e as voltas em corrida 3 segundos abaixo do registado no ano passado.

Falou-se muito da possibilidade das ultrapassagens serem em menor número este ano e tal confirmou-se, mas não podemos dizer que a espetacularidade diminuiu pois as manobras que foram vistas, tiveram de ser bem suadas pelos pilotos, o que veio compensar um pouco o fator DRS, em que a ultrapassagem deixa de ser um evento para ser apenas uma formalidade. Tivemos grandes manobras e pilotos a darem tudo para conseguirem subir de posição, mas a F1 terá de voltar a pensar em meios que permitam mais espetáculo, e isso tem sido um tema de conversa com algumas pistas a tornarem-se candidatas para ligeiras reformulações. Ross Brawn está atento e talvez surjam novas medidas em breve.