Opel será elétrica, lucrativa e mais global

A Opel vai ter todos os seus modelos eletrificados, entrar em novo mercados e regressar aos lucros até 2020, graças às sinergias com o Grupo PSA, prevê o plano estratégico.

A Opel vai ter todos os seus modelos eletrificados, entrar em novo mercados e regressar aos lucros até 2020, graças às sinergias com o Grupo PSA, prevê o plano estratégico, hoje apresentado na Alemanha.

Foto: Opel Media

Até 2024, todas os veículos de passageiros da Opel serão eletrificados, passando a contar com versões 100% elétricas ou híbridas recarregáveis (plug-in), que coexistirão com os motores de combustão convencionais. Em 2020, a marca alemã terá quatro modelos eletrificados, entre os quais uma versão plug-in do SUV Grandland X e uma variante 100% elétrica do subcompacto Corsa.

A aposta na eletrificação é um dos pilares do novo plano estratégico da Opel e da sua marca gémea britânica Vauxhall, que foi hoje apresentada em Ruesselsheim, na Alemanha, pelo CEO Michael Lohscheller (foto). Denominado PACE! é o primeiro plano da Opel/Vauxhall, depois da integração de ambas as marcas no Grupo PSA.

Veja AQUI o comunicado sobre o plano PACE Opel

Os modelos da Opel/Vauxhall passarão a partilhar as mesmas plataformas, motores e transmissões já utilizadas pela Peugeot, Citroen e DS, a marcas francesas do Grupo PSA. Lohscheller prometeu que até 2020 nove novos modelos serão lançados já com as arquiteturas PSA e que quatro anos depois a integração tecnológica ficará totalmente completa. O primeiro dos novos modelos será a van Combo, ainda em 2018, a que se seguirá uma nova geração do Corsa, em 2019.

O número de plataformas que servem de base aos modelos Opel/Vauxhall será reduzida dos atuis nove para apenas dois, até 2024 e as opções de motorizações passarão de 10 para quatro.

As plataformas CMP e EMP2 da PSA passarão a integrar todas as linhas de produção da Opel e da Vauxhall. A fábrica alemã de Eisenach passará a produzir SUVs com base na plataforma EMP2, em 2019, enquanto a principal unidade da Opel, junto à sede, em Ruesselsheim, produzirá modelos de dimensão compacta e média, montados na plataforma EMP2

Os custos resultantes das sinergias com o Grupo PSA, incluindo as poupanças com fornecedores, permitirão reforçar a competitividade da Opel/Vauxhall, com uma redução de até 700 euros por veículos produzido, até 2020. O plano prevê sinergias ao nível do Grupe PSA de 1,1 mil milhões de euros por ano em 2020 e de 1,7 mil milhões/ano em 2026.

Regresso aos lucros em 2020

Em 2020, a Opel regressará aos lucros, com uma margem operacional de 2% das vendas em valor. Uma meta que será multiplicada por três até 2026.

“O alinhamento das arquiteturas e das famílias de motores reduzirá substancialmente a complexidade do desenvolvimento e da produção, garantindo efeitos de escala e sinergias e contribuindo para a rendibilidade da companhia”, disse Lohscheller.

Os bons resultados passam também por um aumento dos preços médios de vendas dos modelos da marca, ajustando o mix das gamas nesse sentido.

O objetivo de vendas anuais em volume para atingir um breakeven foi fixado nas 800 mil unidades. No ano passado, Opel e Vauxhall somaram 1,16 milhões.

China e Brasil no horizonte

O CEO da Opel/Vauxhall garantiu ainda que tudo fará para evitar despedimentos e encerramento de fábricas, contando com os ganhos de eficiência nas fábricas, com o um programa de reformas antecipadas voluntárias e com a expansão para novos mercados, entre os quais a China e o Brasil, para cumprir este objetivo.

O centro técnico da Opel em Ruesselsheim, inaugurado no ano passado, será a base de engenharia de todos os novos veículos da Opel e o centro de competências mundial da PSA em áreas como os sistemas de propulsão fuel cells, a condução autónoma e os sistemas de ajuda à condução.

VIDEO: CEO Michael Lohscheller apresenta o PACE!