F1: Renault precisa de mais fiabilidade

Renault já tem motor para andar perto da frente, e mesmo vencer, mas a fiabilidade é ainda uma preocupação...

Ironicamente, a única unidade motriz que não teve problemas no fim de semana do GP do México de F1… venceu. A Renault viu um dos carros animados com as suas unidades de potência vencer o Grande Prémio do México, mas Verstappen foi o único, juntamente com Sainz, dos seis pilotos com V6 turbohíbridos franceses a passar incólume ao longo de todo o fim-de-semana. Pierre Gasly foi o mais sacrificado, tendo completado apenas doze voltas até ao início da corrida de domingo, que terminou depois de ter arrancado de último por não ter podido alinhar na qualificação, ‘cortesia’ do propulsor gaulês. O seu colega de equipa, Brendon Hartley, não conseguiu realizar qualquer volta no Q2 devido a problemas na sua unidade de potência, abandonando a corrida com um princípio de incêndio no seu propulsor.

Daniel Ricciardo não teria um fim-de-semana mais fácil, trocando componentes do seu V6 turbohíbrido após a qualificação e abandonando a corrida com dificuldades no MGU-H. No caso de Nico Hulkenberg foi o ERS que o obrigou à desistência ainda antes do meio da prova.

Nico Hulkenberg disse recentemente que a falta de fiabilidade da Renault se tornou “inaceitável”: “Algo assim não deve acontecer com um fabricante. Não é aceitável. Não estamos fazer o suficiente. Todos estão irritados, frustrados, dececionados. Temos de controlar isso de alguma maneira para o próximo ano. O dano já foi feito este ano, mas a fiabilidade é a nossa primeira tarefa para 2018, caso contrário, nem mesmo ter o monolugar mais rápido nos ajudará”, disse o alemão, que já abandonou por seis vezes este ano.

Já Cyril Abiteboul, revela saber onde esteve o problema: “Cometemos um erro de julgamento ao tentar equilibrar performance e fiabilidade. Isto fica claro quando se olha para o ritmo do carro no fim de semana, estamos extremamente competitivos. O lado negativo é que não tínhamos o nível adequado de fiabilidade para a nossa performance. Mesmo assim, esse foi o julgamento que permitiu que um monolugar com motor Renault estivesse no lugar mais alto do pódio. Já sabíamos da altitude, já corremos aqui faz dois anos e sabemos o que esperar. Não há desculpas”, disse.

No meio disto tudo, a Renault está mais perto de ter Fernando Alonso a rodar com as suas unidades motrizes, o espanhol já se mostra ansioso pelos testes de pré-temporada: “Já estou ansioso para testar o motor Renault. Tem vindo a ser frustrante e tem exigido muita paciência, mas creio que seremos competitivos no próximo ano. Vimos no México que Verstappen fez uma ótima corrida com o motor Renault.”