F1: Pascal Wherlein, um piloto injustiçado?

Pascal Wehrlein pode perder o seu lugar na Fórmula 1

Pascal Wherlein pode estar prestes a dizer adeus à F1. O piloto alemão ficou praticamente sem vaga na Sauber e o lugar da Williams parece estar a pender para Kubica, embora nada esteja confirmado ainda. Mas se o alemão ficar arredado da F1 será uma injustiça, por tudo aquilo que já mostrou.

Não se pode dizer que Pascal tenha sido brilhante nestes dois anos de F1 (não teve também o melhor material para isso), mas fez claramente mais que o suficiente para se manter e tentar mostrar mais. Em 2 anos de F1, correndo sempre pelas equipas menos competitivas do grid, fez 39 GP, de onde retirou 6 pontos, sendo que o seu melhor resultado foi um 8º lugar este ano em Barcelona. A olho nu pode parecer fraco, mas não é, pois fez isto com um carro com um chassis não muito evoluído e um motor do ano passado (para não falar da Manor que era um caso ainda mais complicado). E já longe vão os tempos em que um motor da época passada se mantinha competitivo.

No seu ano de estreia na Manor, foi melhor que Haryanto e Ocon. Mesmo assim perdeu a vaga da Force India para o francês, que justificou a aposta da equipa. Foi para a Sauber e voltou a ser melhor que o colega de equipa, Marcus Ericsson, que já anda na F1 desde 2014 e tem no seu CV 9 pontos e o seu melhor resultado foi um… 8º lugar na Austrália. Curiosamente parece que é o sueco que vai novamente ficar com a vaga da Sauber. Já tinha sido assim no caso de Felipe Nasr e vai pelos vistos voltar a acontecer.
O sueco tem como pontos mais altos um titulo em Formula BMW britânica e um titulo em Formula 3 nipónica (e um honroso 4º lugar em Macau). Wherlein venceu o titulo em ADAC Formel Master e foi vice-campeão em Formula 3 Euroseries, além do titulo no DTM, um dos campeonatos mais competitivos da atualidade.

A lógica e os resultados ditariam a permanência de Wehrlein durante mais uma época e a saída de Ericsson, mas já se sabe que nisto da F1 nem sempre o talento é a parte mais importante. Se fosse uma meritocracia pura, com 2 anos a ser o melhor piloto da equipa e com pontos importantes amealhados, Wehrlein seria a opção clara.

Resta saber o que a Mercedes fará com o seu piloto, caso as vagas na F1 fechem definitivamente. O DTM pode não ser o palco ideal para um jovem que precisa de se mostrar e que já venceu o campeonato, além da Mercedes estar de saída. A Formula E já tem as vagas todas ocupadas e o acordo com a Venturi pode não ser suficiente uma vez que Mortara e Engel são os homens escolhidos. Restam os GT´s ou o endurance, mas para já são apenas suposições. O que é certo é que Wehrlein tem qualidade para estar num campeonato competitivo e de relevo.

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