Ensaio Opel Insignia Sports Tourer TurboD: value for Money!

O Opel Insignia Sports Tourer 2.0 TurboD é um automóvel surpreendente. Corrigiu, praticamente, todos os problemas da anterior geração, acrescentou suavidade, conforto e bem estar a bordo. Contas feitas, está perfeitamente ao nível dos seus rivais mais diretos!

Não se assuste com o estrangeirismo, mas é aquilo que melhor define o que é esta carrinha Insignia que repara a maioria dos erros cometidos na geração anterior e deixa forte impressão, não só pela aparência imponente, mas também pela praticabilidade e pelo que oferece em troca de um preço razoável. É, sem dúvida, um automóvel cujo “value for Money” – se quiserem, o valor acrescentado pelo preço que custa – é mesmo dos melhores do mercado.

O Opel Insignia Sports Tourer 2.0 TurboD é um automóvel surpreendente. Corrigiu, praticamente, todos os problemas da anterior geração, acrescentou suavidade, conforto e bem estar a bordo. Contas feitas, está perfeitamente ao nível dos seus rivais mais diretos!

O Insignia nasceu antes da Opel passar a ser propriedade do PSA Group, por isso ainda exibe muitos dos tiques habituais dos construtores germânicos, nomeadamente, o estilo mais rígido e assente em linhas retas com a famosa lâmina invertida na lateral e uma frente mergulhante com os faróis e a grelha em sintonia. Grande, com quase cinco metros de comprimento, o Insignia Sports Tourer impressiona qualquer um. Mais comprida que uma Skoda Superb Combi nada menos que 12,5 cm (!), a carrinha Opel não se sente muito á vontade em cidades com vias estreitas e para estacionar também não é pera doce. As ajudas ao estacionamento mitigam esse facto, mas não deixam de ser impressionantes as dimensões desta carrinha que, até em estrada, podem amedrontar os menos confiantes tão longe fica o final da traseira do espelho interior!

Porém, este tamanho todo – com o tempo, facilmente, se habitua – tem um propósito e a Opel foi inteligente ao enfrentar o coro de criticas que foi feito ao anterior modelo, reparando os erros cometidos. Desde logo a prioridade dada á praticabilidade do modelo, oferecendo 560 litros de capacidade que podem esticar-se até aos 1665 litros com os bancos rebatidos. Não bate a verdadeira caverna oferecida pelo Skoda Superb (1950 litros no total!), mas fica acima de outros rivais como o Ford Mondeo ou o Renault Talisman. O valor com os bancos no seu lugar não é de deixar ninguém boquiaberto, mas contas feitas, são mais 135 litros que anteriormente, algo que deve ser destacado. Dizer, também, que o banco traseiro tem rebatimento elétrico através de botões colocados na bagageira, deixando um piso plano.

Veja quanto lhe pode custar este Opel Insígnia Sports Tourer 2.0 Turbo D

Se a bagageira é enorme, o espaço no banco traseiro não é menos impressionante com cifras para arrumar as pernas e a cabeça ao nível de um Mercedes Classe S!! Para lá disso, o Insignia Sports Tourer exibe detalhes que lembram como a Opel fez tudo para privilegiar a utilização familiar.

Todas as portas têm bolsas generosas e que justificam o seu nome, albergando garrafas de vários tamanhos e mais uma série de tralha que quem tem filhos sabe que fica espalhada por todo o lado. A consola central tem um enorme compartimento de arrumação e há porta copos para todos. O desenho do interior é muito agradável – igual ao da berlina, muito “hi tech” e informação “ad nauseum” além de qualidade de grafismo e velocidade do processador do sistema InteliLink, dos melhores do mercado – a vida a bordo é simpática e a qualidade dos materiais e da construção significativa.

Depois há uma série de detalhes agradáveis, como uma beirada por baixo do ecrã do InteliLink para descansarmos a mão, os controlos do sistema de climatização feitos por botões físicos de fácil utilização e o que já referi, a muita informação através de um painel de instrumentos misto digital/analógico do mais belo efeito. Olhando aos rivais, talvez o Volkswagen Passat tenha uma perceção de qualidade melhor, mas... a diferença é tão curtinha que, para mim, o Insignia Sports Tourer está no mesmo patamar.

Bem sentado, com a climatização a fazer o seu papel de forma perfeita, chegou a altura de me fazer à estrada, sabendo que debaixo do longo capô motor está o bloco 2.0 litros turbodiesel com 170 CV e 400 Nm de binário. É verdade que não é o motor a gasóleo mais acessível (esse é o 1.6 TurboD com 136 CV e 320 Nm de binário), mas por mais seis mil euros acho que vale a pena escolher o bloco mais poderoso.

E já que falamos de contas, deixe-me dizer-lhe que este Insignia Sports Tourer 2.0 TurboD Innovation custa 45.390 euros. Ehhh lááá! Sim, pode estar a dizer isso, mas se olharmos para a concorrência, o Skoda Superb com motor 2.0 litros fica por 43.248 euros, o Renault Talisman com motor de 160 CV custa 48.030 euros e o VW Passat com o bloco 2.0 TDI com 190 CV custa 47.887 euros. Deixei o Ford Mondeo para último já que custa 46.077 euros, mas com a promoção feita pela casa da oval azul, a variante com o motor de 180 CV fica por arrasadores 40.827 euros.

Portanto, o Insignia não está nada mal posicionado e oferece amplo equipamento de série de onde destaco o sistema de navegação, o ecrã de 8 polegadas, o OnStar, os faróis LED Matrix, os farolins LED, o Opel Eye, porta da bagageira automática, sensores de chuva e luminosidade e muitas outras coisas. Um recheado equipamento que pode ser complementado com aquilo que a unidade que serviu este ensaio oferecia. Falo do sistema de suspensão “Flex Ride” (mil euros), o sistema de reconhecimento dos sinais de trânsito (100 euros), o “head up display” (800 euros), carregador de telefone por indução (120 euros), Park & Go (estacionamento semi autónomo e câmaras 360 graus por mil euros), Pacote OPC Line (volante cortado na parte inferior, jantes de 20 polegadas, pedais em alumínio e forro do tejadilho em preto, por 2 mil euros) além dos bancos em pele com regulações elétricas e massagem, aquecimento e ventilação (3750 euros). Ou seja, o modelo que utilizei neste ensaio ficar-lhe-ia por qualquer coisa como 50 mil euros.

Com o motor 2.0 litros turbodiesel com 170 CV, não há problemas dinâmicos com o Insignia Sports Tourer e mesmo com uma caixa manual de seis velocidades pensada para andar em auto estrada (a sexta é mesmo muito longa), nunca senti necessidade de abusar da caixa ou sequer ter de puxar muito pelo motor. O binário generoso está bem posicionado e por isso é fácil cumprir qualquer trajeto. E para os que gostam de cifras, ficam os 8,9 segundos dos 0-100 km/h, os 223 km/h de velocidade máxima e as emissões de 139 gr/km de CO2. Quanto aos consumos, a Opel reclama 5,3 l/100 km, valor que não consegui alcançar. Porém, 6,1 l/100 km sem preocupações de poupar fosse o que fosse, é um valor muito simpático. Particularmente quando este é um carro confortável e que nas viagens de maior quilometragem – para as quais está talhado na perfeição – deixa-nos boquiabertos quando, sem o mínimo esforço, consegue velocidades de cruzeiro bem interessantes.

Veredicto

Com um equipamento muito completo – onde destaco, sempre, o OnStar que é uma mais valia importante que funciona, mesmo! – praticabilidade, bagageira generosa, habitabilidade líder e um comportamento seguro e eficiente (controla bem os movimentos da carroçaria e com a suspensão FlexRide opcional, consegue, mesmo, oferecer algum envolvimento na condução), o Opel Insignia Sports Tourer 2.0 TurboD é um automóvel surpreendente. Corrigiu, praticamente, todos os problemas da anterior geração, acrescentou suavidade, conforto e bem estar a bordo e apesar dos quase cinco metros de comprimento, consegue “esconder” muitos desses centímetros. Contas feitas, está perfeitamente ao nível dos seus rivais mais diretos como o VW Passat ou o Mazda 6. Será, provavelmente, uma das melhores propostas do segmento e uma mais valia face ao custo final. Lá está... é um excelente “value for Money”!

FICHA TÉCNICA

Opel Insignia Sports Tourer 2.0 Turbo D Innovation

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel; Cilindrada (cm3) 1956; Diâmetro x curso (mm) 83 x 90; Taxa compressão 16,5; Potência máxima (cv/rpm) 170/3750; Binário máximo (Nm/rpm) 400/1750 - 2500; Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; independente, multibraços; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 4986/1863/1500; distância entre eixos 2829; largura de vias (fr/tr) 1607/1610; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 1582; Capacidade da bagageira (l) 560/1665; Depósito de combustível (l) 62; Pneus (fr/tr) 245/35 R20; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 8,9; velocidade máxima (km/h) 223; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 4,3/6,9/5,3 (consumo real medido 6,1 l/100 km); emissões de CO2 (g/km) 139; Preço da versão ensaiada (Euros) 45.230

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