Dakar, Stéphane Peterhansel: “Não sei se voltarei no próximo ano”

"Penso que este Dakar foi o mais duro de todos os que disputámos na América do Sul, e desta vez talvez tenham ido um pouco longe demais, se pensarmos nos pilotos amadores"

Após 13 vitórias no Dakar, Stéphane Peterhansel termina a edição de 2018 no quarto lugar, naquele que pode ser o seu último ano na prova. Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret, vencedores do Dakar em 2016 e 2017 com a Peugeot, tiveram um rali recheado de ação, com dois infelizes reveses. Na ES7 (de um total de 14), a equipa nº300 teve de se desviar para evitar a colisão com um quad parado no meio da estrada e destruiu a suspensão traseira do lado esquerdo ao embater numa rocha que não estava à vista. Depois, no início da ES13, os vencedores do Dakar em título embateram numa árvore, o que danificou a direção assistida do seu carro. Em ambas as situações, os seus colegas de equipa Cyril Despres/David Castera ajudaram nas reparações, o que permitiu seguirem o seu caminho. Estes contratempos valeram-lhes a perda do segundo e, em seguida, do terceiro lugar na Classificação Geral. Mesmo assim, terminaram na quarta posição após terem dado provas que são a formação mais rápida de toda a ‘armada’ do Team Peugeot, ao vencerem três etapas:

“Muitas coisas aconteceram neste Dakar e nós também não fomos poupados. Primeiro, tivemos um problema antes do dia de descanso, de seguida, anteontem perdemos novamente muito tempo. É um Dakar que preferimos esquecer o mais depressa possível. Não sei se voltarei no próximo ano. Passámos por momentos difíceis em que nos perguntamos o que estávamos aqui a fazer, mas também desfrutámos de magníficas etapas nas quais foi bom conduzir este Peugeot. Vou ter que pensar muito sobre isto” começou por dizer o francês que fez depois um balanço da sua prova: “No geral, esta foi uma segunda semana muito boa para nós. Na verdade, as dunas no Peru foram o nossa maior trunfo. Depois disso, as coisas abrandaram um pouco. Perdemos 1h45min na Bolívia, depois de embatermos numa pedra que não vimos. Era tão difícil vê-la que nem me aborreci com assunto. Fiquei muito mais aborrecido com o que aconteceu na sexta-feira: um dia em que acumulámos diversos pequenos erros. Penso que este Dakar foi extremamente duro: o mais duro de todos os que disputámos na América do Sul, sem dúvida. Mas este é o espírito deste evento, embora desta vez talvez tenham ido um pouco longe demais, se pensarmos nos pilotos amadores. Para nós, a maior satisfação está na vitória do Carlos e do toda a equipa. É uma enorme recompensa para o Carlos, que não tinha tido sorte nos últimos anos.”