Dakar 2018: Joaquim Rodrigues, continuar a impressionar

Piloto português vai para a segunda participação na grande maratona

Ilustre desconhecido para muitos, em 2017, o piloto de Barcelos aventurou-se nas lides do todo-o-terreno, depois de uma carreira de sucesso no motocross e supercross, onde chegou mesmo a competir por terras do Tio Sam. Ao serviço da indiana Hero MotoSports, Joaquim Rodrigues ficou a bater na porta do top 10 (12º) na sua primeira presença no Dakar. Só uma polémica penalização, após a conclusão do evento organizado pela Amaury Sport Organisation, travou uma estreia ainda mais perfeita.

No entanto como é sabido o tempo cura tudo, pelo que o piloto português apresenta-se na 40º edição do Dakar com a garra de sempre para lutar por um lugar de relevo na mais dura prova de todo-o-terreno do mundo. Ambição no máximo, mas sem nunca perder a humildade, que é uma das imagens de marca do piloto da Hero MotoSports. “O objetivo para este Dakar é precisamente o mesmo do ano passado: primeiro é preciso acabar a corrida. Durante as etapas tentarei evitar as quedas, lesões, avarias e minimizar ao máximo os erros de navegação. Se conseguir controlar todos estes fatores estarei mais perto de um bom resultado. Será um Dakar muito difícil pelo que chegar ao fim de cada etapa já poderá ser considerada uma vitória”, disse Joaquim Rodrigues.

Entrando na análise do percurso, o piloto português não tem dúvidas de que “o Peru será o ‘calcanhar de Aquiles’ para muitos concorrentes. Vamos ter pela frente muita areia. Talvez o interesse por parte da organização seja fazer, desde logo, uma grande seleção no início da competição. Acredito que este início de corrida será um teste muito exigente para pilotos e máquinas.”

Ao contrário de 2017, onde tudo era uma novidade, desta vez Joaquim já sabe aquilo que vai encontrar ao longo de duas intensas semanas de competição, onde a “preparação consiste em estar o mais forte possível em termos físicos. Tudo para estar preparado para a ‘trilogia’ que vamos enfrentar: o deserto no Peru, as elevadas altitudes na Bolívia e o calor da Argentina.”

Nova máquina

Precisamente para levar de vencida todas as dificuldades do percurso, Joaquim Rodrigues contará com a indispensável a ajuda de uma ‘nova parceira’, que teve o seu início de desenvolvimento ainda em 2016 e a estreia na competição, em Marrocos, no passado mês de outubro.

“O ano passado o projeto da Speedbrain com a Hero foi assinado, um pouco, à última hora. Participei com uma moto que já tinha alguns anos. Era uma boa máquina, mas como em tudo o que envolve a competição, precisava de melhorias. Neste Dakar estarei aos comandos de uma moto completamente nova. Melhorou em muitos aspetos, mas isso não significa obrigatoriamente que o meu resultado final vá ser melhor. No entanto a equipa ao disponibilizar uma moto nova vai facilitar o meu trabalho. Dará outra confiança à minha pilotagem, que será mais facilitada”, entende o piloto nortenho que neste Dakar terá novamente a companhia do indiano CS Santosh ao qual junta-se o reforço Oriol Mena.

Apesar do Dakar ser o grande teste à nova ‘montada’, Joaquim Rodrigues considera que “foi feito um bom trabalho, apesar de ter sido duro, longo e com muitos testes realizados. Como piloto dei o meu ‘feedback’ , nomeadamente, ao nível da posição de pilotagem, mas como não poderia deixar de ser os engenheiros e técnicos também desempenharam um papel crucial na concepção da moto.”

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