Segundo informação transmitida pelo diretor do Instituto Geológico Mineiro, Makenda Ambroise, dos 22 blocos a sobrevoar pelos três consórcios internacionais contratados, um dos quais integrando o Laboratório Nacional de Energia e Geologia português, dez já foram concluídos.

"Agora vamos saber das áreas voadas quais as que são de interesse para avançar com o levantamento intensivo, onde teremos trabalho de campo", explicou aos jornalistas Makenda Ambroise, à margem do encontro nacional de técnicos angolanos das geociências, realizado em Luanda.

Avaliado em 405 milhões de dólares (363 milhões de euros), o Planageo permitirá fazer o mapeamento dos potenciais recursos mineiros, envolvendo levantamentos aéreos, recolha e análise de amostras, sendo um dos maiores projetos do género a nível mundial, com conclusão prevista para 2017.

Envolverá a construção de dois laboratórios regionais, no Lubango (província de Huíla, no sul) e em Saurimo (província de Lunda Sul, no interior norte), para tratamento e análise de amostras no âmbito deste levantamento do potencial mineiro de Angola.

Prevê ainda um Laboratório Geoquímico Central em Luanda, sendo que os três equipamentos já estão em construção e com início de funcionamento previsto para o primeiro trimestre de 2016.

"Permitirá que o país, pela primeira vez, tenha laboratórios próprios para tratar a informação [que vai resultar do Planageo] localmente", sublinhou o diretor do Instituto Geológico Mineiro de Angola.

Este projeto é descrito pelo Governo angolano como um instrumento estrutural na estratégia de diversificar a economia, além do petróleo, setor que em 2014 representou 70% das receitas fiscais angolanas, mas cujo peso deverá descer este ano para 36,5%, devido à forte quebra na cotação internacional do barril de crude.

Estima-se que Angola, com um território de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, terá potencial para produzir 38 dos 50 minerais mais procurados no mundo, nomeadamente ouro e ferro.

O Planageo vai permitir conhecer os recursos naturais de Angola, caracterizando as potencialidades minerais, ao nível do subsolo, para depois captar investidores estrangeiros, a médio e longo prazo, defende o executivo angolano.

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