Wall Street cai após maior ciclo de ganhos em quatro anos

As ações norte-americanas tiveram a primeira semana de perdas após oito de subidas, tendo sido pressionada pelos receios face ao futuro da promessa de cortes de impostos às empresas.

As ações norte-americanas tiveram a primeira semana de perdas após oito de subidas, tendo sido pressionada pelos receios face ao futuro da promessa de cortes de impostos às empresas.

As ações norte-americanas terminaram esta sexta-feira em queda, registando assim a primeira semana de perdas após oito de subidas. Termina assim o maior ciclo de ganhos semanais dos últimos quatro anos, tendo o mercado acionista dos EUA sido condicionado nesta semana pelos receios relativamente ao futuro do plano de corte de impostos às empresas dos republicanos.

O S&P 500 terminou a sessão a desvalorizar 0,09%, para os 2.582,3 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 0,17%, para os 23.422,21 pontos. Apenas o Nasdaq destoou face ao sentimento negativo que imperou em Wall Street na última sessão da semana. O índice tecnológico somou uns ligeiros 0,01%, para os 6.750,94 pontos. O setor da energia foi um dos que mais pesou no sentimento negativo em Wall Street, tendo acontecido o mesmo com o setor dos cuidados de saúde a braços com a possibilidade de a Amazon entrar no seu negócio.

A Intel e a Apple voltaram a pesar também no desempenho do mercado acionista norte-americano, já que fazem parte do conjunto de empresas que mais poderão ser penalizadas caso o plano de cortes de impostos ao setor empresarial dos republicanos seja adiado. As ações da Apple perderam 0,85% nesta sexta-feira, enquanto as da Intel recuaram 1,72%.

Nos últimos dias, as bolsas norte-americanas têm sido penalizadas pelos receios face a um eventual adiar do plano de corte de impostos para as empresas para 2019, o que poderá terminar o rally dos mercados que têm sido suportado pelas promessas eleitorais de Donald Trump de puxar pelos resultados empresariais e criar empregos.

Os republicanos do Senado apresentaram um plano de corte de impostos que irá atrasar a redução da taxa de imposto a esse setor para 20%, e permitir aos pequenos negócios uma dedução em vez de uma taxa especial sobre o negócio. Este plano destoa consideravelmente face à proposta dos seus pares da Câmara dos Representantes.

Se a versão do Senado for eleita, seguir-se-á uma correção do mercado, e à medida que a batalha pela reforma tributária se intensificar, as ações tendem a sentir um mercado vacilante”, afirmou Peter Cardillo, economista-chefe da Standard Financial.