Wall Street alivia de recordes. Tecnológicas pressionam

O setor tecnológico foi o principal motor das quedas do S&P 500, perante os receios dos investidores de que o plano de cortes de impostos às empresas dos EUA falhe este ano.

O setor tecnológico foi o principal motor das quedas do S&P 500, perante os receios dos investidores de que o plano de cortes de impostos às empresas dos EUA falhe este ano.

As ações norte-americanas fizeram uma pausa para respirar após os máximos históricos registados na sessão anterior pelos três principais índices bolsistas. O recuo do mercado acionista dos EUA foi condicionado pelo deslize das ações da Apple, bem como de outras tecnológicas, num dia em que os investidores também revelaram os seus receios relativamente ao plano republicano do Senado que poderá atrasar o corte de impostos às empresas tão desejado.

O S&P 500 terminou a sessão a recuar 0,38%, para os 2.584,62 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 0,43%, para os 23.461,94 pontos. Já o Nasdaq desvalorizou 0,58%, para os 6.750,05 pontos.

O dia foi marcado pelo recuo dos títulos do setor tecnológico que tem sido aquele que melhor desempenho regista no índice S&P 500 desde o início do ano: valoriza 37% nesse período. Referência para o deslize das ações da Apple (-0,21%), da Microsoft (-0,52%), Alphabet (-1,03%), Oracle (-2,58%) e Facebook (-0,14%), que pressionaram o desempenho do índice que agrega as 500 maiores capitalizações do mercado bolsista norte-americano.

De salientar que o setor tecnológico é um dos mais sensíveis face aos receios demonstrados pelos investidores relativamente a um eventual falhanço no plano de corte de impostos às empresas norte-americanas. Receios que acontecem numa altura em que os republicanos do Senado apresentaram uma proposta de acordo que difere bastante daquela que é detalhada pelos seus homólogos da Câmara dos representantes, de acordo com o que avançaram assessores do partido republicano nesta quinta-feira.

O mercado quer ver cortes de impostos ainda este ano“, afirmou Gary Bradshaw, gestor de carteiras de ativos na Hodges Capital Management, citado pela Bloomberg. “É por essa razão que assistimos a este sell-off agora” disse ainda o mesmo especialista que não encontra outra razão para justificar a queda das ações norte-americanas nesta sessão.