TAP e EDP entre grandes clientes que levantaram 4 mil milhões do Popular antes da queda

68 clientes institucionais do Popular levantaram mais de quatro mil milhões de euros em depósitos dias antes de o banco ser alvo de resolução. Entre eles, há sete instituições portuguesas.

68 clientes institucionais do Popular levantaram mais de quatro mil milhões de euros em depósitos dias antes de o banco ser alvo de resolução. Entre eles, há sete instituições portuguesas.

Dias antes da resolução imposta pelo Banco Central Europeu (BCE) ao Banco Popular, que levou a que a instituição fosse vendida ao Santander por um euro, 68 clientes institucionais do banco espanhol levantaram mais de quatro mil milhões de euros em depósitos. Entre estes grandes clientes, há sete portugueses, incluindo a TAP e a EDP.

A informação foi avançada, este domingo, pelo El Mundo, que cita um documento interno do Popular. O documento mostra os movimentos superiores a 10 milhões de euros feitos na última semana de existência do banco e dá conta de que, ao todo, entre grandes empresas, instituições financeiras e entidades públicas, os grandes clientes retiraram 4,14 mil milhões do Popular, antes de 7 de junho de 2017, dia em que o Popular foi oficialmente comprado pelo Santander.

Entre as instituições portuguesas, a TAP é a que retirou mais dinheiro do banco espanhol: 35 milhões de euros. A Amorim Energia (30 milhões de euros), EDP Serivicios Financieros España (13 milhões), Caixa Crédito Agrícola Mútuo Leiria (10 milhões), Fundo de Contragarantia Mútuo (13 milhões) Banco Espírito Santo (BES, já em liquidação, que retirou 11 milhões) e IGCP (a agência que faz a gestão da dívida pública portuguesa, que levantou 12 milhões) são as restantes entidades portuguesas.

Entre o conjunto dos 68 grandes clientes, destacam-se as instituições públicas espanholas: a Segurança Social retirou 1.140 milhões de euros do Popular, o governo das Canárias levantou 608 milhões, a Câmara de Barcelona levantou 340 milhões e a Comunidade Autónoma de Madrid outros 198 milhões.

O ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, rejeita que estas instituições tenham sido avisadas do colapso do Popular, para que saíssem a tempo de resgatar os depósitos acima de 100 mil euros. A explicação que deu, cita o El Mundo, é que os clientes institucionais levantam os depósitos quando as agências de notação financeira baixam o rating dos bancos.

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