Super Bock Group vai investir 30 milhões. Dez serão para nova linha de enchimento

A Super Bock Group está a apostar na internacionalização. A China, segundo mercado do grupo e o primeiro a nível internacional, já pesa 40% no total das exportações do grupo.

A Super Bock Group está a apostar na internacionalização. A China, segundo mercado do grupo e o primeiro a nível internacional, já pesa 40% no total das exportações do grupo.

O Super Bock Group, ex-Unicer, vai investir mais de 30 milhões de euros no próximo ano. A novidade foi adiantada por Rui Lopes Ferreira, administrador da empresa, à margem da apresentação da nova imagem institucional da empresa. Desse investimento superior a 30 milhões, dez serão aplicados na instalação de uma nova linha de enchimento de cerveja que estará operacional em abril de 2018. A nova linha reforça a capacidade de enchimento anual da Super Bock Group em 60 milhões de litros.

O presidente da cervejeira justifica o investimento com a dinâmica de crescimento, quer do mercado interno como do externo. Sobre o mercado nacional, Rui Lopes Ferreira refere que, “além da dinâmica turística que todos conhecemos, junta-se ainda o excelente verão (quente e longo) e ainda o reforço da confiança dos consumidores“.

Quanto aos restantes 20 milhões de euros de investimento, um valor semelhante ao que a cervejeira investiu em 2017, Rui Lopes Ferreira disse que estão divididos “entre investimentos correntes e investimentos estratégicos que todos os anos a empresa efetua”. Entre estes está, por exemplo, o aumento da capacidade de engarrafamento em Pedras Salgadas.

Esta sexta-feira, o Super Bock Group apresentou a nova imagem corporativa da empresa, depois de ter divulgado que iria mudar de nome com os olhos postos na internacionalização. A mudança foi feita aproveitando a celebração do 90º aniversário da marca. Na cerimónia de apresentação esteve presente o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa que desafiou a empresa a produzir a melhor cerveja do mundo.

Para Rui Lopes Ferreira, “o mercado da cerveja deverá crescer cerca de 7 a 8%, este ano, quando em 2016 o crescimento tinha sido de 3% e em 2015 de 0%. Já o mercados das águas deverá crescer a dois dígitos, e nós estamos a ganhar quota de mercado pelo que devemos também crescer a dois dígitos”.

Sobre a mudança de imagem do grupo, Rui Lopes Ferreira acrescentou que “o vetor de desenvolvimento principal da empresa é a internacionalização, a Super Bock é a cerveja portuguesa mais vendida no mundo, o que nos levou a tomar esta decisão no sentido de reforçar a vertente estratégica da internacionalização”. A cervejeira está atualmente presente em mais de 50 países, repartidos pela Europa, Ásia e África.

Com a China a assumir-se definitivamente como o segundo mercado da empresa, o presidente da ex-Unicer referiu que “as exportações para a China representam 40% no total das exportações da empresa, e cerca de 4% das exportações totais nacionais”.

Em 2017, as exportações da cervejeira deverão atingir os 33% da produção total da Unicer (309 milhões de litros em 2016). “Um valor simpático”, segundo o presidente que no entanto acrescenta: “Porém não estamos ainda satisfeitos”.

A empresa tem vindo também a olhar para o mercados dos Estados Unidos, mas Lopes Ferreira rejeita a ideia de que seja uma aposta do grupo, preferindo classificar a experiência como um “ensaio piloto“. E dá o exemplo da China onde a Super Bock Group está presente há nove anos, mas só há três é que começou a acelerar. “É preciso conhecer o mercado, estamos a aprender. Mas, se os Estados Unidos se vão afirmar como um mercado forte ou não, é prematuro afirmar”.

Já sobre o mercado espanhol, Rui Lopes Ferreira reconhece que “representa uma aposta forte da empresa e vai continuar a ser uma aposta estratégica”. E acrescenta: “Espanha será uma aposta para 2018 em Pedras, é um mercado com grande potencial”.

EBITDA de 100 milhões

Sem querer adiantar muitos os números com que a Super Bock Group vai fechar o ano de 2017 — por considerar que este ainda não é o momento de fazer o balanço –, Rui Lopes Ferreira admite que, “garantidamente, o nosso EBITDA vai atingir os 100 milhões de euros”.

Quanto às receitas, apenas disse: “O mercado das bebidas ainda não atingiu os níveis pré-crise, considerando nós que o ano de 2010 é o ano de pré-crise. Mas estamos a crescer e o mercado está a recuperar. No entanto, posso dizer que o mercado de cerveja em Espanha já em 2016 tinha recuperado para os níveis de pré-crise”.