Sócrates diz que arresto de imóveis “não tem fundamento”

O antigo primeiro-ministro acusa o Ministério Público de "abuso de poder" e garante que os imóveis arrestados nunca foram seus.

O Ministério Público mandou arrestar imóveis que acredita pertencerem a José Sócrates, para assegurar que o Estado poderá ser ressarcido caso o antigo primeiro-ministro venha a ser condenado na Operação Marquês. A notícia foi avançada, este sábado, pelo Expresso, e Sócrates já reagiu. Em conferência de imprensa, diz que a decisão do Ministério Público “não tem nenhum fundamento”.

“O processo Marquês parece ter inaugurado hoje uma nova etapa. O Ministério Público decidiu notificar arrestos através dos seus assessores de imprensa que prestam serviço no Expresso”, disse Sócrates na conferência de imprensa, citado pelo Correio da Manhã.

O antigo primeiro-ministro acusa ainda o Ministério Público de “abuso de poder” e “violência gratuita” e garante que os imóveis arrestados “não são nem nunca foram” seus, cita o Expresso. “Não há nem houve nada de errado que envolva estas propriedades. O arresto de imóveis não tem nenhum fundamento, a não ser esconder o vazio deste processo”, acrescenta.

Os imóveis em causa são dois apartamentos e uma herdade no Alentejo, vendidos entre 2011 e 2012 pela mãe de José Sócrates ao amigo e empresário Carlos Santos Silva. O Ministério Público acredita que esta foi uma forma de branquear capitais obtidos de forma ilegítima e suspeita que Sócrates terá recebido, no mínimo, 32 milhões de euros em subornos.