Secretas sem dinheiro para continuar a proteger Trump

Mais de 1.000 agentes já atingiram o limite de salário e horas extraordinárias para este ano. Centenas estão em risco de nem receberem por trabalhos já feitos. Serviços pedem maior dotação orçamental.

Instalou-se a crise financeira nos Serviços Secretos dos EUA. As “secretas” norte-americanas estão sem dinheiro para continuar a garantir a segurança de Donald Trump, em larga medida por causa da família numerosa do Presidente e vasto rol de propriedades.

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A informação foi apurada pelo USA Today. Segundo o jornal, mais de mil agentes já atingiram o limite máximo de ordenado e horas extraordinárias para todo o ano, pelo que já estarão em curso discussões para subir este valor de 160.000 para 187.000 dólares anuais durante este mandato. Mesmo assim a medida é insuficiente, deixando 130 agentes veteranos em risco de não serem pagos por trabalho já realizado.

Os Serviços Secretos têm de proteger continuadamente 42 pessoas ligadas à Administração Trump, sendo que 18 são familiares do Presidente. Na era de Barack Obama, esse número fixava-se nas 31 pessoas a proteger. No entanto, a agravar o problema estão as muitas viagens efetuadas, muitas delas pelo próprio Presidente, que se desloca todos os fins de semana entre as suas diferentes moradas nos Estados norte-americanos da Florida, Nova Jersey e Virgínia.

Em entrevista exclusiva ao jornal, o diretor das “secretas”, Randolph Alles, reconhece que que “o Presidente tem uma família grande” e que a proteção a todas estas pessoas é “requerida por lei”. “Não posso mudar isso. Não há flexibilidade”, indica. Segundo o USA Today, as constantes viagens e a elevada carga de trabalho dos agentes tem espoletado um êxodo de agentes dos serviços, que reclamam agora maior margem orçamental.