Santana Lopes: “O Estado continua a gastar demais, por isso pagamos impostos a mais”

Na visão de Santana Lopes, candidato à liderança do PSD, o Estado deve gastar menos, a estratégia orçamental tem de focar-se mais no lado da receita e a carga fiscal sobre as empresas é para cortar.

Na visão de Santana Lopes, candidato à liderança do PSD, o Estado deve gastar menos, a estratégia orçamental tem de focar-se mais no lado da receita e a carga fiscal sobre as empresas é para cortar.

Pedro Santana Lopes formalizou, esta terça-feira, a candidatura à presidência do PPD-PSD. Na sede nacional do partido, o candidato à liderança do maior partido da oposição apresentou uma proposta de alternativa à atual situação política do país: na visão de Santana Lopes, o Estado deve gastar menos, a estratégia orçamental tem de focar-se mais no lado da receita e a carga fiscal sobre as empresas é para cortar.

O social-democrata começou por deixar claros os objetivos da candidatura: “Ganhar as eleições legislativas em 2019, manter a maioria absoluta na Região Autónoma da Madeira, vencer as eleições europeias, voltar a ser o principal partido autárquico e lutar pela conquista do poder na Região Autónoma dos Açores”.

Recorde-se que, em outubro de 2017, o PSD registou o pior resultado de sempre numas eleições autárquicas, com pouco mais de 16% dos votos. Também nas intenções de voto o PSD fica muito aquém do PS: no último barómetro da Eurosondagem realizado em dezembro de 2017 para o Expresso e a SIC, o PS obtinha 40,2% das intenções de voto, enquanto o PSD se ficava pelos 27,9%.

Ainda assim, Santana Lopes rejeita que o PSD precise de ser reinventado. “O partido não precisa de ser reinventado. Temos de nos modernizar, de inovar, mas o PSD não precisa de se reencontrar a si próprio, nem considero que estamos numa situação assim tão difícil. Não gostamos da situação em que estamos por uma razão simples: nascemos para estar em primeiro lugar“.

Para regressar à posição de maior partido do país, destacou, a grande vantagem que apresenta será a diferença em relação à candidatura do seu opositor Rui Rio, que mostra abertura “à possibilidade de um bloco central em Portugal”. “Entendemos que deve haver alternativa”, sublinhou Santana Lopes. “Os dois maiores partidos não devem estar juntos no Governo, a possibilidade de isso acontecer leva ao crescimento dos extremos e à erosão desses partidos. Procuraremos construir uma alternativa sólida, coerente e reformista”. Sobre esta recusa antecipada em formar um bloco central, Santana Lopes defende ainda que “as pessoas devem dizer, antes de serem eleitas, o que querem fazer depois de serem eleitas”.

As reformas prioritárias serão na vertente económica. “Continuamos abaixo das médias europeias em vários domínios, apesar de fazermos parte dessa comunidade há mais de 30 anos. O Estado continua a gastar demais e, por isso, pagamos impostos a mais. A economia cresce de menos e o país encolhe em relação àquelas que são as suas necessidades e responsabilidades”, apontou o candidato.

Questionado sobre se a redução da carga fiscal é uma prioridade, Santana Lopes admitiu que sim, sobretudo para as empresas. “É [uma prioridade], dentro das possibilidades do país. O primeiro objetivo é a consolidação das contas públicas, mas o equilíbrio orçamental não deve ter uma obsessão pela despesa, deve focar-se também na receita. Para isso, é muito importante o crescimento económico e, nesse âmbito, defendemos uma redução da carga fiscal, nomeadamente sobre as empresas. Passos Coelho fê-lo e isso não trouxe redução da carga fiscal”.

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