Presidente catalão responde a “pior ataque desde Franco”

Puigdemont anunciou que vai pedir uma discussão no parlamento regional para debater "a intenção de liquidar a autogovernação e democracia [catalãs], e agir em consequência".

Puigdemont anunciou que vai pedir uma discussão no parlamento regional para debater "a intenção de liquidar a autogovernação e democracia [catalãs], e agir em consequência".

Carles Puigdemont, o presidente da Generalitat da Catalunha, rejeitou e criticou amplamente as medidas tomadas este sábado em Madrid pelo Governo de Mariano Rajoy para limitar a autonomia da Catalunha mais ainda, afirmando que se trata do “pior ataque” à Catalunha “desde o ditador Francisco Franco”. Em declarações à região, em catalão, Puigdemont disse: “O que os catalães decidem nas urnas, o Governo anula em despachos”. Puigdemont planeia agora convocar uma sessão especial do parlamento regional para decidir o que fazer a seguir.

“O Governo espanhol proclamou-se de forma ilegítima representante” dos catalães, disse Puigdemont, apelidando o ato de Madrid como “um golpe” às autoridades regionais.

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O Parlamento regional deverá então reunir-se, a pedido de Puigdemont, para debater “a intenção de liquidar o nosso autogoverno e democracia, e agir em consequência”. As declarações dão a entender que a Catalunha pode preparar uma declaração de independência unilateral.

No final das suas declarações, Puigdemont falou inglês para se dirigir aos cidadãos europeus, afirmando que se havia risco para os princípios catalães, o mesmo risco afetava os valores europeus, recordando que a Catalunha é uma antiga democracia europeia que luta pelos seus direitos fundamentais.

As declarações do presidente Regional, que Madrid tenciona destituir através da aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, chegam em reação às de Mariano Rajoy esta manhã.

O primeiro-ministro tornou claro que os atuais líderes da Generalitat (governo regional) catalã vão ser afastados, e que as suas responsabilidades deverão ser assumidas pelos ministérios do Governo em Madrid. A decisão do Governo de acionar o artigo 155 deverá ser agora aprovada no Senado com o apoio dos partidos da oposição PSOE e Ciudadanos, a quem Mariano Rajoy agradeceu.